
Recursos extras que deveriam servir para socorrer escolas municipais em situações de emergência — como casos de um cano estourado, uma rede de esgoto entupida ou um telhado avariado por um temporal — estão sob suspeita de mau uso na Secretaria Municipal de Educação (Smed).
Só entre 2017 e 2021, foram liberados R$ 8 milhões para serviços de custos baixos, com valores no limite do que exigiria licitação. O Grupo de Investigação da RBS (GDI) apurou, no entanto, que parte desse recurso público pode ter escoado, durante anos, em um suposto esquema de orçamentos combinados e superfaturados entre empreiteiros e gestores municipais, que teriam direcionado contratações e pago por serviços malfeitos e não fiscalizados pela prefeitura de Porto Alegre.
Nesta quarta-feira (3), quando o GDI pediu manifestação oficial da secretaria sobre as suspeitas, a prefeitura emitiu nota oficial informando abertura de sindicância publicada em edição extra do Diário Oficial de Porto Alegre.