
A resposta é sim, mas ninguém sabe quando. Donos de clínicas privadas de Porto Alegre já estão se movimentando há algum tempo em busca de informações sobre vacinas contra a covid-19. Todos ouvem o mesmo dos laboratórios e das distribuidoras. Não há previsão porque os governos estão comprando toda a produção.
Gustavo Machado, da Imunoclin, acredita que a única possibilidade seria uma eventual importação de países nos quais haverá oferta da vacina antes.
- Tem gente me ligando e querendo pagar para deixar reservado algo que ainda nem existe - revela.
Já Everton Sukster, da Imune, calcula que antes do segundo semestre do ano que vem é impossível pensar em oferecer a imunização aos clientes.
Longe das clínicas e da estrutura formal de saúde, há, por outro lado, preocupação com eventuais falsificações e com vendas no mercado paralelo de ampolas desviadas de compras governamentais. Por isso, a segurança das cadeias logísticas de distribuição é algo que precisa ser cuidado. Mas não basta ter a vacina. Itens como freezers para armazenamento já tiveram altas expressivas nos preços. E isso quando é possível encontrar algum para comprar.



