A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.

Tem gaúcha na lista das 100 Mulheres Doutoras do Agro da revista Forbes. Divulgada nesta semana, a relação de nomes é uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher Rural e faz alusão também à nova geração altamente especializada que tem entrado para trabalhar no campo.
Entre as gaúchas, na segunda colocação geral em ordem alfabética está Andréia de Oliveira, do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura do Estado. Atualmente coordenadora da área de pesquisa em olivicultura do Rio Grande do Sul, ela conta que foi pega de surpresa com o anúncio.
— Mas também muito lisonjeada em fazer parte desta lista. O mais interessante ainda é que o destaque veio pela olivicultura, que é uma área que vem crescendo no Rio Grande do Sul e que tem produzido azeites premiados internacionalmente. É muito significativo esse reconhecimento — acrescenta a pesquisadora.
Bióloga, doutora em fitotecnia e pós-doutora em microbiologia agrícola de Erechim, Andréia atua no Estado como fitopatologista e conta que o desejo de trabalhar no agro "sempre existiu". Entre as suas principais contribuições até o momento, estão o estudo sobre perfis de solo para a olivicultura, o Programa de Monitoramento da Ferrugem Asiática da Soja e o monitoramento de doenças das oliveiras.
— Realizamos coleta de amostras nos olivais de forma continuada para identificar espécies de fungos que podem limitar o desenvolvimento da cultura — detalha um dos seus trabalhos Andréia.
Já na décima nona posição está a segunda gaúcha mais bem colocada na lista. É a Camila Vargas, sócio-fundadora da BioIn Biotecnologia, startup incubada na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

De Cachoeira do Sul, Camila é tecnóloga em agropecuária e doutora em fitotecnia. Mesmo que ela não tenha escolhido o agro como primeira opção do vestibular — o agro que a escolheu, como brinca —, ter no currículo a citação da Forbes "é algo que se leva para o resto da vida".
— E quando olho a lista, fico muito feliz de ver profissionais excelentes no agro. A gente tem visto cada vez mais mulheres atuando na agricultura e como essa representatividade tem sido importante dentro do agronegócio, tanto das produtoras que estão lá no campo, quanto das doutoras que estão trabalhando pra melhorar a agricultura — defende ainda Camila.
Desde 2018, a BioIn atua desenvolvendo soluções biológicas para o controle de pragas. Já são três os produtos desenvolvidos pela startup e registrados no Ministério da Agricultura com foco no controle biológico: a microvespa para controle de lagartas, outra microvespa para controle de percevejo e a vespa para controle da mosca da fruta.
Confira a relação das cinco gaúchas na lista da Forbes:
- 2ª - Andréia Mara Rotta de Oliveira, pesquisadora da Secretaria da Agricultura do Estado
- 19ª - Camila Vargas, sócio-fundadora da startup BioIn Biotecnologia
- 26ª - Cristina Zaffari Grecellé, sócia da consultoria Prado Estratégia para Negócios
- 38ª - Fernanda da Motta Xavier, da Cotrijal
- 89ª - Patrícia Silva Ritschel, pesquisadora da Embrapa Uva e Vinho


