Jornalista formada pela PUCRS, colunista de Política de ZH e apresentadora do programa Gaúcha Atualidade, na Rádio Gaúcha.

Anti-cloroquina

Na CPI da Covid, presidente da Anvisa vai na contramão de Bolsonaro

Se fosse demissível a qualquer tempo, Antônio Barra Torres dificilmente seguiria no cargo

Rosane de Oliveira

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Edilson Rodrigues / Agência Senado/Divulgação
Barra Torres prestou depoimento nesta terça-feira

Se o diretor-presidente da Anvisa fosse demissível a qualquer tempo, como são os ministros, é difícil imaginar que Antônio Barra Torres continuasse no cargo depois do depoimento desta terça-feira (11) na CPI da Covid. Apesar de ter sido indicado pelo presidente Jair Bolsonaro, seu amigo, Barra Torres tem mandato e, portanto, estabilidade no cargo. 

É essa impossibilidade de ser demitido que garante a independência das agências reguladoras. O presidente pode até ser pressionado a pedir demissão, mas só sai se quiser.

Na CPI, Barra Torres navegou na contramão de Bolsonaro e não precisou fazer os malabarismos do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para poupar o presidente. Defendeu a vacina, disse que a cloroquina não tem eficácia no tratamento da covid-19 e confirmou a existência de uma articulação no Palácio do Planalto para mudar a bula do produto, rechaçada prontamente pela Anvisa.

Essa tentativa havia sido revelada revelada na CPI pelo ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. Barra Torres também disse que se arrependia de ter participado de uma aglomeração ao lado de Bolsonaro, no ano passado, e que considerava equivocado o presidente andar sem máscara. 

Médico e contra-almirante da Marinha, Barra Torres está na Anvisa desde agosto de 2019. Seu mandato é de cinco anos.

Mirante

  • O ministro da Educação, Milton Ribeiro, recebe nesta quarta-feira uma medalha da Assembleia Legislativa, por indicação do deputado Luciano Zucco (PSL).
  • Membro titular há 24 anos, o ex-vice-prefeito Gustavo Paim está de saída do diretório do PP de Porto Alegre. Paim informou que pretende se dedicar mais à advocacia, à docência e à pesquisa.
  • Coincidência ou não, quem assumirá a presidência do PP na Capital é o suplente de vereador Vitinho Alcântara, que trabalhou para minar a candidatura de Paim a prefeito em 2020.

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