Antes mesmo do Banco Central regulamentar o Pix Saque, em novembro de 2021, a plataforma gaúcha Saque e Pague lançou no mercado um projeto-piloto que funciona de maneira semelhante, o QR Saque.
Com o sistema em operação desde julho, a empresa fez 200 mil transações no ano passado, o que significou R$ 36 milhões movimentados. Para este ano, projeta volume ainda maior: 3 milhões de transações.
Segundo Givanildo Luz, CEO da Saque e Pague, a nova funcionalidade um sucesso. Como o dinheiro físico ainda exerce um papel relevante no dia a dia dos consumidores, avalia que notas e as moedas não se tornarão obsoletas, mas complementares aos sistemas financeiros digitais.
— O Pix Saque era um processo tão aguardado por nós, que decidimos sair na frente. Entramos em contato com o Banco Central e fomos autorizados a operar. Preparamos o sistema e, por isso, posso afirmar que o investimento tecnológico foi mínimo. O maior desafio é a criação da cultura de utilização da ferramenta, mas avançamos bastante nesses meses de atuação — complementa.
O QR Saque funciona da seguinte forma: em um terminal de autoatendimento da empresa, o cliente gera um QR Code, escolhe o valor que deseja sacar, escaneia o QR Code no aplicativo do seu banco e retira o dinheiro. No primeiro mês de operação, foram feitas duas mil operações via QR Saque. Em dezembro, o volume chegou a 60 mil, aumento de 45% em relação ao mês anterior.
Na avaliação da empresa, além de se tornar uma ponte entre os sistemas digitais e o "mundo físico", o Pix Saque fortalece o relacionamento com os varejistas. Segundo as regras do Banco Central (BC), é possível fazer até oito transações gratuitas por mês nessa modalidade (no caso dos usuários do Saque e Pague, o QR Saque). Durante o dia, o limite é de R$ 500 e, das 20h às 6h, cai para R$ 100, por segurança.
Criada em 2010, a Saque e Pague tem 2,4 mil pontos de atendimento, com projeção de abrir 400 novos terminais até o final deste ano.
* Colaborou Camila Silva


