Obra tão aguardada pelos usuários da BR-116, no Vale do Sinos, a duplicação da ponte do Rio dos Sinos - começa a dar os primeiros sinais de avanço. Desde a semana passada, a vegetação no quilômetro 245 está dando lugar às máquinas e operários.
E, a partir de segunda-feira (22), uma balsa começou a ser usada para fazer os trabalhos de fundação. A primeira estaca deve ser cravada nesta quarta-feira (24), no sentido Capital-interior.
A autorização para início das obras foi dada em dez de março. As obras devem durar um ano, mas o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) já se antecipou dizendo que o prazo poderá ser alterado "em decorrência de vários fatores, entre eles as condições climáticas e o nível do rio".
Para proporcionar o começo da construção, a autarquia está usando R$ 5 milhões de recursos que sobraram do ano passado. Dessa forma, haverá verba para aproximadamente 30 dias de trabalho.
Porém, para a continuidade da construção, é aguardada a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2021, que ainda não foi votada pelo Congresso Nacional. A previsão é que a apreciação da matéria pelos parlamentares ocorra no fim do mês.
Além da duplicação, estão previstos o alargamento das atuais pontes sobre o Rio dos Sinos; a construção de um novo viaduto de acesso à RS-240, no bairro Scharlau, em São Leopoldo; e a ampliação da quantidade de faixas da BR-116, entre os viadutos João Corrêa e o acesso ao bairro Scharlau.
Este é o principal gargalo da Região Metropolitana desde a inauguração da Rodovia do Parque, em 2013, e do viaduto de Sapucaia do Sul, em 2014. Segundo a autarquia, este trecho de São Leopoldo recebe por dia 120 mil veículos.
O contrato com o consórcio de empresas EPC, Sogel, Mac e Iguatemi, foi assinado em dezembro de 2019. Ele é o responsável por executar os projetos de melhorias previstos entre Porto Alegre e Novo Hamburgo. A autorização ocorreu três anos e meio depois da realização da licitação.
Este é um contrato de R$ 392 milhões - valores de 2014 - que prevê uma série de obras em 38,5 quilômetros e tem prazo de vigência de três anos. A escolha da empresa foi parar na Justiça e o Dnit precisou aguardar a decisão final para dar autorização de início aos trabalhos.
O trecho de Esteio deverá receber a maior quantidade de novas obras, principalmente na região do Parque de Exposições Assis Brasil. Canoas terá um cruzamento por baixo da BR-116, próximo do Conjunto Comercial. Estão previstas também construções de ruas laterais e implantação de terceira faixa, inclusive em viadutos.


