A duplicação da ponte do Rio dos Sinos, uma das obras viárias mais esperadas da região nos últimos anos, começou a sair do papel nesta semana. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que deu início à obra na quarta-feira (10). A travessia está localizada na altura do Km 247 da BR-116 e é um dos principais pontos de retenção de tráfego na via.
O departamento destacou que, após a liberação da licença ambiental pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), os serviços começarão pelas fundações das duas novas pontes. O órgão ainda não informou a data de início dos trabalhos no terreno.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que, inicialmente, a obra não deve interferir diretamente no tráfego da via, pois os trabalhos estarão concentrados no entorno das pistas.
— Os trabalhos vão começar com a supressão de vegetação, limpeza da área e fundações para construção das pontes, que serão feitas nas laterais. Então, no início, não terá nada sobre a via — explica o chefe da Delegacia da PRF em Porto Alegre, André D'Avila.
A intervenção vai dobrar o número de pistas na travessia. Atualmente, são duas pontes — uma em cada sentido —, com duas faixas cada. Com a construção de duas novas pontes paralelas às duas existentes, serão quatro faixas em cada sentido. Cada uma das duas novas pontes terá largura de 11,3 metros e extensão de cem metros.
D'Avila afirma que, atualmente, os principais horários de lentidão no trecho da ponte são o do início da manhã, no sentido Interior-Capital, e do fim da tarde, no sentido Capital-Interior. O chefe da Delegacia da PRF em Porto Alegre também destaca que o aumento no número de faixas e na largura da pista serão importantes para desafogar o fluxo na região. A média diária de tráfego no local é de 120 mil veículos, segundo o Dnit.
— Hoje, as pontes não tem acostamento. Naturalmente, o motorista já reduz a velocidade em razão disso. Isso acaba refletindo bastante nos horários de maior movimentação. Com pistas mais largas e vias laterais, deve haver uma fluidez maior para o trânsito. Isso também diminui o arranca e para e evita aqueles acidentes corriqueiros de colisão traseira — avalia D'Avila.
Além da construção das novas pontes, a rodovia também receberá uma série de melhorias, que incluem obras de readequação de acessos. O Dnit cita previsão de investimento de mais de R$ 50 milhões para ponte, acessos e vias laterais.
O chefe da Delegacia da PRF em Porto Alegre pede aos usuários da rodovia que redobrem a atenção no trecho na sequência da obra para evitar acidentes causados por distração.
— Muitas vezes, há a curiosidade do motorista, que vê a obra ao lado e reduz a velocidade. Isso, além do risco de acidente, também acaba causando congestionamento — pontua D'Avila.



