
A agropecuária brasileira perdeu, neste domingo (23), uma de suas grandes referências. Antônio Martins Bastos Filho, proprietário da Cabanha São Bibiano, de Uruguaiana, e pioneiro na criação das raças Brangus, Angus e Ultrablack, morreu aos 85 anos.
Conhecido como Antoninho, se destacou como jurado em exposições nacionais e internacionais e foi um incentivador incansável da pecuária gaúcha e nacional.
O corpo de Antônio Martins Bastos Filho foi velado no domingo, no Memorial Angelos, em Uruguaiana. A cerimônia de despedida ocorreu no mesmo local, nesta segunda-feira (24).
Trajetória
Nascido em 24 de novembro de 1939, Antoninho seguiu os passos do pai, Antônio Martins Bastos, que iniciou o trabalho de seleção genética na cabanha em 1926. O criatório tornou-se um dos mais tradicionais do país, sendo reconhecido pela qualidade dos animais levados às pistas.
Ele foi o segundo presidente da história da Associação Brasileira de Criadores da Raça Angus, cargo que ocupou por três mandatos.
Teve papel fundamental na disseminação das raças Angus e Ultrablack no Brasil. Além disso, foi um dos responsáveis pelo fortalecimento da prova do Freio de Ouro no cavalo crioulo.
Legado

A morte do pecuarista gerou comoção no setor. A Associação Brasileira do Brangus (ABB) e a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) emitiram notas de pesar, ressaltando a importância de Antoninho para o agronegócio e sua contribuição para o desenvolvimento das raças no Brasil.
“Homem experiente, conhecedor e com domínio de suas decisões e convicções técnicas. Muito respeitado em todos os ambientes que estava presente. Para mim, ainda ganhava um ponto extra, porque era um gaúcho de fato”, declarou Fernando Furtado Velloso, da Assessoria Agropecuária.
*Produção: Murilo Rodrigues