A ocupação das unidades de terapia intensiva (UTIs) por doentes de covid-19 se manteve estável em Porto Alegre neste sábado (8). Até as 17h30min, havia 325 pacientes internados em leitos de UTI da Capital.
Em relação a sexta-feira (7), mais dois leitos para a doença foram ocupados. Anteriormente, a Capital registrou 331 pacientes na quinta (6) e 324 na quarta. Pela média dos últimos sete dias, foram 320 pacientes - um acréscimo de 3,8% em relação à média dos sete dias anteriores.
O percentual mantém a tendência de desaceleração na demanda por UTIs em Porto Alegre. No sábado passado (1º), o aumento foi de 7,7% em comparação à semana anterior. O dado não chega nem perto dos dados registrados em julho: no dia 18 de julho, o acréscimo na ocupação de leitos, em comparação à semana anterior, tinha sido de 28,7%.
Mesmo com a queda, o epidemiologista Pedro Hallal, coordenador da pesquisa da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) que mapeia a incidência de coronavírus na população, não está otimista. Em entrevista à GaúchaZH nesta sexta, ele conta que a estabilidade não pode ser comemorada.
— Estamos em um patamar muito elevado. Se queremos que os números baixem, a única solução é o distanciamento entre as pessoas infectadas e as suscetíveis para diminuir o contágio. Estamos cansados de dizer o que a ciência recomenda, porque vemos cada vez mais as pessoas ignorando o que a ciência diz.
Por isso, é preciso ficar em alerta. A taxa de ocupação de UTIs na cidade neste sábado é de 87,44%, sendo que 10 dos 17 hospitais das redes pública e privada de Porto Alegre registram 90% ou mais de seus leitos destinados para casos de covid-19 ocupados.



