
A aprovação na Comissão Mista de Orçamento do Congresso é um passinho à frente no processo para destravar o Plano Safra. Como o mês termina amanhã (31), e não há sessão marcada ainda, o aporte de R$ 868,4 milhões previsto para esta finalidade só sai em abril. E, para ser concretizado, precisa receber o aval do plenário do Congresso – o que, em tese, não seria algo difícil diante da anuência sinalizada em torno do assunto.
Embora não seja um socorro propriamente dito à estiagem, o recurso é crucial para que produtores gaúchos façam a safra de inverno. Neste momento, só linhas de custeio da agricultura familiar (do Pronaf) estão em operação. Importante frisar que, nesse caso, é o pacote de financiamentos vigente, válido até o final de junho.
Também cresce a pressão para que seja liberado o R$ 1,2 bilhão anunciado pelo governo federal na Expodireto. Esse sim, um valor para rebate (ou seja, desconto) de financiamentos de produtores familiares com perdas e sem seguro rural.
— Não queremos mais reuniões. Queremos soluções — reforçou Carlos Joel da Silva, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS).
Ontem (29), representantes dos 321 sindicatos que integram a entidade ocuparam a sede da superintendência do Ministério da Agricultura em Porto Alegre. A mobilização segue até amanhã (31), quando também está marcada reunião, em Brasília, da Parlamentar da Agricultura Familiar tem reunião com representantes dos ministérios da Agricultura e da Economia.
Em outra frente, entidades da agricultura familiar e movimentos sociais ocuparam a Secretaria de Agricultura do RS para cobrar medidas de apoio anunciadas, como o auxílio emergencial para 137 mil famílias e a liberação de crédito emergencial para mais 40 mil. Até agora, no entanto, não foram concretizadas.
— Não vamos para casa até ter uma confirmação. O agricultor não aguenta mais essa situação — afirmou Douglas Cenci, o coordenador da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Estado (Fetraf- RS).
Por volta das 22h de terça-feira (29), o grupo deixou o local, diante da sinalização dada pelo governo.
*Colaborou Carolina Pastl



