Giane Guerra

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Jornalista de Economia, apresentadora da Rádio Gaúcha e comentarista da RBS TV, traz notícias, comentários e dicas da macroeconomia às finanças pessoais.

Antes do normal
Notícia

Cerveja ficará mais cara

Além disso, pesquisas mostram já uma migração para as marcas de menor preço

Giane Guerra

Economia

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Amanda Xavier / Agencia RBS
Pesa o custos dos insumos também na cerveja

O preço da cerveja vai subir. Neste ano, aparentemente, o reajuste veio antes do normal, inclusive. As grandes fabricantes, como Ambev ( dona de marcas como Skol, Brahma, Antarctica, Bohemia e Stella Artois) e Heineken, costumam aplicar os aumentos em setembro, quando a temperatura começa a subir, elevando a demanda por bebidas. Fontes da coluna, porém, avisam que estão recebendo já as tabelas novas. Uma delas falou em aumentos de 3% a 11%, que se somam a elevações anteriores, quando houve repasse do aumento do diesel no frete. 

A Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS) confirmou à coluna que estão sendo aplicados aumentos aos estabelecimentos. Não tem como prever como cada loja passará, mas empresários já dizem à coluna que não têm como segurar. Empresário do setor de bares e restaurantes de Porto Alegre, Filipe Gonçalves, do Bill Roaster, soube que os reajustes chegarão na segunda-feira (18). O aumento será de R$ 5 a R$ 6 no fardo da cerveja em latão e de R$ 10 na caixa da garrafa, conta ele.  

Empresário e ex-presidente de entidades de cervejarias artesanais, Jorge Gitzler conta que a a matéria-prima subiu 30%, mas não chega a haver falta. 

- O malte vem da Europa, da África, da Autrália, do Uruguai e da Argentina. Mas o grande problema foi o aumento dos preços de insumos, como alumínio e vidro de embalagens. Impactou na estrutura de custos e está sendo muito difícil repassar ao consumidor - diz o empresário, observando que grandes cervejarias ainda têm acesso a benefícios fiscais, o que não há para as pequenas. 

Mesmo para as cervejas mais baratas de marcas gigantes, está difícil repassar os aumentos de custos porque o poder de compra do consumidor caiu com a inflação. Pelo mesmo motivo, houve uma migração para as cervejas mais baratas, identifica a Kantar, empresa de pesquisas de consumo. Até mesmo porque as fabricantes estão aumentando os preços na linha premium, na qual conseguem mais margem. Cresce ainda o uso de embalagens retornáveis. 

Segundo Euromonitor, o Brasil é o terceiro país com maior consumo de cerveja no mundo. Fica atrás apenas da China e dos Estados Unidos. 

Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Equipe: Daniel Giussani (daniel.giussani@zerohora.com.br) e Guilherme Gonçalves (guilherme.goncalves@zerohora.com.br) Leia aqui outras notícias da coluna 

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