
A força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) entregou à Justiça Federal de Curitiba, na noite desta quarta-feira, nova denúncia por crimes relacionados à operação Lava-Jato.
Desta vez, os denunciados são Guilherme Esteves e sua esposa, Lilian. A peça do MPF os acusa de terem atuado para atrapalhar a investigação. Segundo a denúncia do MPF, a esposa de Esteves em um dia de operação da Polícia Federal deixou a sua residência levando consigo provas sobre casos de corrupções investigados pela Lava-Jato. Trata-se de um crime previsto na lei das organizações criminosas.
Esteves está detido no presídio Complexo Médico-Penal, em Pinhais (PR), por ser um dos operadores dos pagamentos de propinas de recursos desviados da Petrobras. Preso desde o final de março, ele atuaria no esquema como operador das propinas entregues a Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, e a Pedro Barusco, ex-gerente da estatal. Ele também teria viabilizado vantagens a João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT.
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Antes de ser preso, Esteves havia tentado sacar R$ 300 mil de uma conta no HSBC. A transação foi barrada e comunicada pelo banco ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). Na ocasião em que tentou o resgate, dia 6 de fevereiro de 2015, Esteves declarou ao gerente da conta que "seria alvo de investigações perpetradas no âmbito da Operação Lava-Jato".
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