Marta Sfredo

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A coluna online é um pouco diferente da GPS da Economia, de Zero Hora, que também assino. Aqui, cabe tudo. No jornal impresso, o foco é em análise dos temas que determinam a economia (juro, inflação, câmbio, PIB), universo empresarial e investimentos.

Geração distribuída

Sicredi financiou quase metade dos equipamentos de energia solar do RS em 2019

Enquanto o número de instalações de geração fotovoltaica cresceu 164% em 2019, as operações de crédito da cooperativa saltaram 220%

Marta Sfredo

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Sicredi / Divulgação
Egidio Schuncke e Ursula Schuncke, associados do Sicredi em Santa Cruz do Sul

Das 13,2 mil unidades geradoras de energia fotovoltaica instaladas no Estado em 2019, 6 mil foram financiadas pelo Sicredi. Isso representa quase metade (45%) do total. Conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), houve aumento de 164% na implantação de projetos de geração solar no ano passado ante 2018. Para o Sicredi, as operações dessa linha de crédito saltaram 220% no período, na mesma base de comparação. Vice-presidente da Central Sicredi Sul/Sudeste, Márcio Port, confirmou à coluna que o tamanho da fatia foi resultado de estratégia:

– Houve estratégia, sim, mas menos focada em financiamento e mais em esclarecimento e educação financeira. Desde 2017, organizamos  palestras no Interior com especialistas que tiravam dúvidas de grupos de 40 a cem pessoas.

 Essas plateias incluíam tanto produtores rurais quanto moradores em zonas urbanas, detalha Port. O valor médio dos financiamentos para geração solar ficou entre R$ 20 mil e R$ 25 mil em 2019. No ano passado, o Sicredi foi uma das instituições que assinaram o Pacto Global com compromissos com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo o executivo, o atual impasse sobre o fim do subsídio à geração distribuída de energia solar representa uma incerteza para os potenciais novos investidores. Na sua avaliação, não inviabiliza novas instalações fotovoltaicas:

— Se o equipamento dura 25 anos, o que acontece é que o ponto de equilíbrio (tempo necessário para recuperar o valor do investimento), em vez de ser seis anos, será de sete ou oito. 

Port diz contar com a manutenção do subsídio. Segundo o executivo, o trabalho ainda está crescendo, com as cooperativas entusiasmadas e associados mostrando o quanto economizaram com a geração distribuída. 

— O Estado tem o segundo maior número de instalações no país, e existe um protagonismo do Sicredi no RS. Acreditamos que seja possível inspirar outras iniciativas e trazer luz para o tema — afirma Port, que só se deu conta do literalismo da metáfora depois de fazer a frase.

 

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