
No segundo trimestre, a alta de 4,7% no Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul em relação ao período imediatamente anterior foi tão surpreendente que levantou especulações sobre a precisão do indicador, o primeiro divulgado depois que o Departamento de Economia e Estatística (DEE) retomou o cálculo da geração de riqueza no Estado. Na época, a coluna não duvidou nem do compromisso dos servidores do Estado nem que seria um resultado de absoluta exceção.
O período de julho a setembro confirma as duas questões e se alinha à sensação média no Estado: a economia marcou passo ante o mesmo período de 2018 e encolheu 0,5% em relação ao trimestre anterior, o do resultado de exceção. Era previsível.
Além de não contar com a movimentação da safra agrícola, o recuo no PIB de julho e setembro foi influenciado ainda pela desaceleração de alguns segmentos da indústria, que teve um período muito melhor de janeiro a junho.
No entanto, graças ao desempenho acumulado no primeiro semestre - e graças ao recuo relativamente discreto no terceiro trimestre, o PIB do RS acumula alta de 2,7%. Esse dado compara o período de janeiro a setembro deste ano aos primeiros nove meses de 2018, Está muito acima da variação média nacional, de 1% entre janeiro e setembro, e bem perto das projeções mais otimistas para o ano, como a do economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, que prevê alta de 3,14% para todo o 2019.



