
Em ritmo de arranca e para, o plantio de soja no Rio Grande do Sul avançou 10 pontos percentuais em relação à semana passada, segundo levantamento da Emater. Alcançou 17% da área total estimada, de mais de 6 milhões de hectares, aproximando-se mais da média do período na safra passada e nos últimos cinco anos.
– Se observa uma grande mecanização das lavouras. Os produtores estavam preparados, prontos, esperando chuva para ter umidade no solo. Muitos ampliaram o horário de plantio – diz Rogério Mazzardo, diretor-técnico em exercício da Emater.
O entusiasmo só não é maior porque as precipitações foram minguando, e o trabalho teve de ser novamente interrompido. Neste momento, a semeadura está em compasso de espera, na expectativa de que a chuva prevista para a próxima semana no Estado se confirme.
– Conforme o agricultor percebeu a diminuição da umidade, acabou desacelerando e depois parando o plantio – reforça Mazzardo.
Gerente-adjunto da regional de Santa Rosa, Vanderlei Waschburguer salienta ainda a variação da precipitação registrada na semana passada. Em São Miguel das Missões, foram 60 milímetros. Na vizinha São Luiz Gonzaga (foto acima) foram apenas dois milímetros, e em Bossoroca e zero.
– Preocupação maior é daqui para frente. Neste ano produtor vai escalonar mais o plantio, para se uma parte for atingida pela falta de chuva, para tentar formar uma produção média geral –acrescenta Waschburguer.
No milho, já há perdas consolidadas, com 120 pedidos de Proagro (seguro para perdas) encaminhados à Emater, em um quadro que pode ampliar ainda mais a escassez do grão.



