
Algumas questões sobre os movimentos do Grêmio para permitir nova candidatura a Romildo Bolzan. Seus defensores não falam em "reforma" estatutária. Alegam que é radical demais. Com razão. Não será preciso retirar, modificar ou alterar nada no texto, recentemente mexido para aumentar o mandato presidencial, de dois para três anos.
A ideia é incluir um singelo artigo nas disposições transitórias sobre reeleição, a título de esclarecimento, salientando que zerou tudo a partir da figura do triênio, algo inédito na vida tricolor. Não seria, portanto, uma segunda reeleição – algo que o Profut proíbe. O fato é que o consenso político está construído.
Entre os 320 aptos a votar no Conselho Deliberativo, é preciso metade mais um para dar a Romildo chance de nova candidatura, em dezembro. Já na assembleia de sócios, exigência do estatuto para qualquer alteração de texto, só maioria basta. Se 300 votarem, presencialmente ou pela internet, a consulta é válida. Não há quórum mínimo.
Outra questão a verificar, até por razões políticas, é o Grêmio não deixar pagamentos do Profut para trás. A lei federal do Profut, em vigor desde 2015, estabeleceu contrapartidas para os clubes refinanciarem obrigações fiscais e trabalhistas com a União. Enfim: antes da alvorada de maio faltará só o "sim" oficial de Romildo.





