
José Luiz Marques Cardoso recebeu, nesta sexta-feira (10), durante a 44ª Expointer, o Selo Arte das mãos da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, e da secretária da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Silvana Covatti. O produtor de queijo artesanal serrano de São Francisco de Paula é o primeiro do Rio Grande do Sul a conquistar esta certificação. A cerimônia ocorreu no Pavilhão da Agricultura Familiar, em que 25% dos expositores são da Serra.
Definido pelo governo federal, o Selo Arte garante que o produto é artesanal, emprega mão de obra familiar e leva em conta o saber fazer, a tradição e a geografia local. Na ocasião, a ministra Tereza Cristina afirmou que há intenção de aperfeiçoar ainda mais o Selo Arte para que mais pessoas tenham acesso à certificação.
— O Brasil deve assinar um acordo entre Mercosul e União Europeia e precisamos estar preparados para atingir esses mercados que pagam melhor — justificou a ministra.
O decreto do Mapa autoriza que o selo seja concedido automaticamente nos estados onde existem leis específicas para produtos artesanais tradicionais regionais. E foi o caso do queijo artesanal serrano, que já tem lei estadual, decreto que o regulamenta e instrução normativa específica.
O queijo artesanal serrano tem coloração amarelada e é elaborado a partir de leite cru, com sabor e aroma acentuados. Ele foi o primeiro queijo do Brasil a receber, em março de 2020, uma Indicação Geográfica (IG) na modalidade Denominação de Origem (DO). Receberam certificados do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) com o nome IG Campos de Cima da Serra 16 municípios do Rio Grande do Sul e 18 de Santa Catarina.
— Já estamos em contato com Rio de Janeiro e São Paulo para vender nosso produto — destacou
O empreendimento tem mais de um século de tradição, já que a receita vem dos avós, que faziam o queijo, que era levado de cargueiro, em mulas, para ser vendido em outros vilarejos. Segundo Cardoso, o queijo é produzido com leite cru, de vaca de corte (criada em campo nativo). Ele é maturado por 60 dias e leva só sal e coalho. A produção é de cerca de cinco quilos de queijo por dia.





