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Norte do país

Indígenas temem expansão do garimpo na Amazônia em tempos de pandemia

Líderes sanuma e yekuana lembram do chamado "período terrível" no final dos anos 1980, quando a região foi cenário de violência, doenças e mortes

AFP

Indígenas do extremo norte do país lembram, com o avanço da mineração e da pandemia do  coronavírus em suas terras, o sofrimento do "período terrível" no final dos anos 1980, quando a região foi cenário de violência, doenças e mortes.

 A presença dos garimpeiros traz consequências ambientais como a contaminação dos rios com mercúrio. Ainda existe o impacto social, como a prostituição de indígenas, e na área de saúde com a disseminação de doenças como malária. Há também consequências na segurança: dois ianomâmis foram assassinados em junho. O caso está sendo investigado.

ONGs estimam que haja 20 mil mineradores na região. O governo diz que são 3,5 mil. Líderes comunitários temem que a proximidade dos garimpeiros contribua para a disseminação da covid-19. Segundo números oficiais, a doença já se espalhou por mais de 9 mil indígenas, dos quais quase 200 morreram. 


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