
O economista Mansueto Almeida permanecerá na Secretaria do Tesouro Nacional (STN) no governo de Jair Bolsonaro. O anúncio foi feito pela assessoria de imprensa do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, na tarde desta quinta-feira (15).
Almeida assumiu a STN em abril deste ano. O órgão, por exemplo, é o responsável por negociar com os Estados a adesão ao regime de recuperação fiscal proposta pelo governo federal, que tem entre os interessados o governo gaúcho.
Outro nome que foi confirmado para a equipe econômica do futuro governo foi o do economista e executivo do banco Santander, Roberto Campos Neto. Ele vai substituir Ilan Goldfajn, que contava com a simpatia de Paulo Guedes, mas que decidiu deixar o cargo a partir do próximo ano.
O nome de Campos ganhou força nos últimos dias, quando passou a frequentar o local onde está reunida a equipe de transição, em Brasília. Para assumir o posto, ele terá que responder a sabatina da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e ter seu nome referendado pelo plenário da Casa.
Perfis
Mansueto Facundo de Almeida Junior, de 51 anos, é mestre em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) e estudou no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos. É servidor do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no setor de Planejamento e Pesquisa.
Roberto Campos de Oliveira Neto tem 49 anos e é economista com especialização em Economia com ênfase em Finanças, pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Atualmente ocupa a direção na área de Tesouraria do Banco Santander, tendo ingressado na instituição em 2000.
Na companhia, atuou como chefe da área de Renda Fixa Internacional, do setor de Trending e de Proprietária de Tesouraria e Formador de Mercado Regional & Internacional. Também tem passagens pelo banco Bozano Simonsen e pela gestora de fundos de investimentos Claritas.
Ele é neto do também economista Roberto Campos, defensor do liberalismo e da aproximação com os Estados Unidos. Além de atuar ao lado do presidente Getúlio Vargas, presidiu o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no governo de Juscelino Kubitschek e foi ministro do Planejamento na gestão de Castelo Branco, primeiro presidente da ditadura militar.
Autonomia
A mudança no comando do Banco Central ocorre no momento em que é discutido no Congresso Nacional a autonomia da instituição. De acordo com fontes ligadas à equipe de transição de Bolsonaro, haverá empenho para aprovar a proposta ainda em 2018. A votação do texto depende do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), responsável pela pauta das sessões da Casa.
Uma das mudanças destacadas no projeto é a adoção de mandato para o presidente do Banco Central. O presidente e os oito diretores teriam mandatos de quatro anos, com possibilidade de renovação por uma única vez, por mais quatro anos. A cada dois anos do mandato presidencial, dois diretores poderiam ser trocados.


