Cultura e Lazer

Estrelas da Periferia

Conheça a banda gaúcha que chamou atenção dos chilenos

Roqueiros da Neander & Tal, de Montenegro, já gravaram até versão de uma de suas principais canções em espanhol, para dois shows que eles farão no Chile, em setembro.

José Augusto Barros

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Banda vai para o Chile em setembro

No começo dos anos 1990, quando o Brasil conhecia o rock dos Raimundos, e o mundo se impressionava com o surgimento do Nirvana, o baixista Glênio Silva, morador de Montenegro, decidiu fundar um grupo que investisse no mais genuíno rock. Para a empreitada, chamou o amigo Max Madrassi, vocalista, e, juntos, criaram a Neander.

Max conta como surgiu a ideia de batizar a fama de forma tão inusitada:

– O nome surgiu da forma mais pré-histórica possível (risos). A ideia era fazer um rock de raiz, cru. E nada mais raiz do que homem das cavernas, né?

Voltou com tudo

Pelas dificuldades no cenário local, a banda terminou em 1997. Porém, o sonho dos amigos permaneceu guardado. Em 2013, voltaram à ativa, atualizando o nome do grupo: a banda passou a se chamar Neander & Tal.

– Resolvemos colocar um tom gauchesco no nome. O gaúcho, no final das frases, fala muito "e tal". Então, ali, surgiu uma atualização do nosso rock – afirma Max.

No seu retorno, a banda teve mais sucesso do que na primeira fase. Por conta de uma rede de divulgadores (profissionais que representam a banda), uma das canções da Neander & Tal, batizada de Cartas e Poesias, chegou às rádios do Chile.

– Ela ficou por três semanas entre as mais tocadas nas rádios de lá. Para agradecer ao povo chileno, gravamos uma versão em espanhol, Cartas y Poesias – explica Max.

Esta integração vem rendendo bons frutos para os roqueiros. Em setembro, os gaúchos fazem dois shows por lá, em Santiago e em Concepción. Na sequência, tocam na Argentina e retornam ao Brasil para um festival de rock, em São Paulo, na Avenida Paulista.

Porém, o sucesso longe de casa não se repete por aqui. Os músicos lamentam a falta de espaço no Rio Grande do Sul para o rock local.

– Infelizmente, é um reconhecimento que vem de fora. E aqui, em casa, a coisa não funciona desta forma. Estamos lutando para que o povo gaúcho conheça nosso trabalho. Fazemos o possível para levar a bandeira rio-grandense para todos os lados – afirma Max.

Ainda integram a banda Rodrigo Alves (bateria) e Dago Bortolii (guitarra).

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Pitaco

Adriano Brasil, produtor artístico, fala sobre o som da banda.

– São excelentes. É fundamental ter um grupo desta qualidade fazendo música própria e conseguindo divulgar seu som fora daqui. Parabéns!

Mostre seu trabalho aqui

– Para participar da seção, mande um pequeno histórico da sua banda, dupla ou do seu trabalho solo, músicas e vídeos e um telefone de contato para jose.barros@diariogaucho.com.br
– Para falar com a banda, ligue para (51) 99610-0713.

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