Rodrigo Lopes

Rodrigo Lopes

Formado em Jornalismo pela UFRGS, tem mestrado em Ciência da Comunicação pela Unisinos e especialização em Jornalismo Ambiental pelo International Institute for Journalism (Berlim), em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário, e em Estudos Estratégicos Internacionais pela UFRGS. Tem dois livros publicados. Como enviado do Grupo RBS, realizou mais de 30 coberturas internacionais. Foi correspondente em Brasília e, atualmente, escreve sobre política nacional e internacional.

Oito e quatro
Notícia

Eleição de Orsi no Uruguai amplia número de países da América do Sul liderados por presidentes de esquerda

Para o professor de Relações Internacionais Roberto Uebel, há um fortalecimento de uma ala "mais progressista"

O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.

A eleição de Yamandú Orsi, novo presidente do Uruguai, amplia o número de países da América do Sul comandados por líderes de esquerda. A partir de 2025, serão oito, ante quatro mandatários de direita.

Os de direita são: Javier Milei, na Argentina; Santiago Peña, no Paraguai; Dina Boluarte, no Peru; e Daniel Noboa, no Equador. 

Santiago Mazzarovich / AFP
Eleição ocorreu no domingo (24).

Já na ala dos países ligados à esquerda estão: o presidente Lula, no Brasil; Yamandú Orsi, no Uruguai, Gabriel Boric, no Chile; Luis Arce, na Bolívia; Gustavo Petro, na Colômbia; Irfaan Ali, na Guiana; Chan Santokhi, no Suriname; e Nicolás Maduro, na Venezuela

Para o professor Relações Internacionais da ESPM de São Paulo Roberto Uebel, há um fortalecimento da esquerda na América do Sul e Latina, mas, nas palavras dele, "até a segunda página". 

Tem três tipos de esquerda hoje governando na América Latina: uma esquerda progressista, como no Chile, como no Uruguai agora, o México com a (Claudia) Sheinbaum, que é totalmente diferente do lado dos operadores. Tem uma centro-esquerda mais tradicional, como no Brasil com Lula, na Colômbia com Gustavo Petro. E tem essa esquerda radical autoritária, como na Venezuela, do Maduro, do Ortega na Nicarágua. Então, são esquerdas diferentes — afirmou à coluna.

Conforme Uebel, o fortalecimento dos líderes se concentra na "esquerda mais progressista". 

— Uma esquerda mais pés no chão, que olha para as questões sociais, mas não ignora as questões econômicas do século 21, que é justamente a proposta do Yamandú no Uruguai, do Boric no Chile, e da Sheinbaum no México. Acho que a direita talvez esteja entrando num outro ciclo aqui na América Latina, mas a gente não pode ignorar que essa esquerda não é igual em cada país, cada um tem as suas peculiaridades.

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