Enfim, o Estado e o país voltaram a apresentar geração positiva de empregos com carteira assinada, mas a recuperação do mercado de trabalho segue fraca e longe de compensar a destruição em massa de vagas causada pela recessão. O RS teve saldo positivo de 20,2 mil postos ano passado, mas de 2015 a 2017 foram 157,8 mil eliminados, mostram os dados do Caged. Ou seja, recuperou-se apenas 13% do que foi perdido (confira abaixo o desempenho por setor nos últimos anos).
Com a retomada lenta da economia, será necessário esperar mais alguns anos para retomar o patamar observado em 2014, último ano antes da crise em que as admissões superaram as demissões — e graças ao desempenho do comércio e dos serviços.
O quadro segue mais sensível na indústria, que deu início à fase de desligamentos de funcionários ainda em 2014. Até 2017, as fabricas eliminaram 104 mil empregos com carteira no RS. Em 2018, o saldo positivo ficou em apenas 889. A construção civil, outro segmento abatido pelos anos de economia em queda, extinguiu 29,5 mil vagas formais nestes mesmos quatro anos e, em 2018, fechou no azul em 1,4 mil empregos.
Com o maior peso na economia e, portanto maior empregador, o setor de serviços foi o que mais gerou trabalho com carteira assinada no Estado no ano passado. Foram 18,8 mil postos, mais da metade do que perdeu entre 2015 e 2017, um total de 27,3 mil. O quadro também é um pouco melhor no comércio, que já registrou criação de empregos em 2017. Os lojistas gaúchos geraram 5,9 mil vagas celetistas em 2018.






