
O Grêmio procurou Roger. O staff do técnico confirma o contato e também a negativa em assumir o time nesta reta final do Brasileirão. Conversei por mensagem com Léo Ferreira, agente de Roger e seu fiel escudeiro desde os tempos em que iniciou a carreira de treinador, no Novo Hamburgo.
Segundo Ferreira, o técnico mantém a posição de trabalhar em apenas um clube por temporada. A exceção foi o Bahia, que assumiu na reta final do Estadual em 2019. Ficou 17 meses no cargo e saiu em setembro do ano passado. Neste ano, assumiu o Fluminense no começo da temporada e saiu no final de agosto.
Além desse princípio de não comandar mais de um clube por temporada, Léo alega que a recusa de Roger passa por motivações familiares. Esse intervalo entre um trabalho e outro é o tempo em que pode ficar mais próximo da mulher e das filhas e ter uma convivência que a rotina de técnico em atividade não permite. Além disso, emenda Léo, Roger usa esses intervalos também como um período sabático. Revê jogos, analisa decisões tomadas, revisa conceitos e se recicla para poder, em um próximo clube, avançar na carreira.
É convicção do técnico e de seu staff que emendar um trabalho no outro impede que se faça uma análise mais profunda do que foi feito na última jornada. Sem contar que permite restabelecer uma rotina mais saudável e ter mais cuidados com a saúde, já que a atividade cobra uma dedicação extrema e sempre com alto nível de estresse.
"É uma gestão difícil de se fazer, mas é o que acreditamos e o que o faz ter gás total para o início de um novo trabalho", escreveu Léo.
Diante dessa conversa, podemos dizer que Roger é um nome a menos na lista gremista. Que se parta para o próximo.



