
Porto Alegre completou na quinta-feira (17) a colocação de 4 mil novas placas de rua. Já são cinco meses desde que o grupo Imobi iniciou os serviços. Neste primeiro momento foi priorizada a colocação das placas nas esquinas que já contavam com postes.
Até agora, 18 ruas e avenidas tiveram concluídas as instalações das novas identificações: Baltazar de Oliveira Garcia, Nilo Peçanha, Diário de Notícias, Edvaldo Pereira Paiva, Nilópolis, Do Forte, Perimetral, Augusto Meyer, Sen. Tarso Dutra, Teresópolis, Plínio Brasil Milano, Cavalhada, Nonoai, Souza Reis, Edu Chaves, Dom Pedro II, Dr. Salvador França, Cel. Aparício Borges. E algumas delas, como a Avenida Ipiranga, também já começaram a receber o serviço e também no Centro Histórico.
- Mais de duas mil esquinas já receberam as novas placas de rua, e a previsão é de que até o final do ano tenhamos 7400 locais atendidos -, garante o secretário de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Marcelo Gazen.
Uma das principais mudanças ocorre no formato de identificação da via. Agora, além do nome completo da rua ou avenida, a forma como a via é popularmente conhecida aparece em destaque. A placa também conta com uma breve descrição da origem do personagem que dá nome ao local.
Assinado em fevereiro, o contrato da prefeitura com a empresa tem duração de 20 anos. A concessionária deverá fazer a instalação, manutenção e conservação das placas de rua da Capital, e ainda pagar ao município. A prefeitura irá lucrar R$ 18 milhões com este contrato.
O acordo prevê que todas as ruas deverão estar sinalizadas em até três anos. Serão instaladas 82,4 mil placas pela cidade. Desse total, 36.827 serão colocadas na estrutura de casas e postes e 4.412 terão estruturas próprias. A empresa poderá fazer a exploração publicitária como forma de contrapartida.
Problema antigo
As esquinas de Porto Alegre estavam abandonadas desde 2012, quando o contrato com a concessionária responsável pela instalação e conservação da sinalização expirou e a prefeitura não o renovou. Segundo levantamento feito em 2017 pela Associação Gaúcha das Empresas de Publicidade Ao Ar Livre (Agepal), das 5 mil placas de ruas que resistiam na cidade, 70% estavam em más condições.
Em 2015, a prefeitura tentou realizar licitação, mas a disputa não teve interessados. O edital previa, além da implantação de placas, também instalação de relógios de rua, abrigos de paradas de ônibus, totem de estação de corredor. A concorrência foi relançada em 2016, mas acabou suspensa após questionamentos do Ministério Público de Contas.



