
O procurador Guilherme Schelb se reúne, no início da tarde desta quinta-feira (22), com o presidente eleito Jair Bolsonaro na Granja do Torto, em Brasília. Ele é o principal cotado para assumir o Ministério da Educação, depois que o nome de Mozart Ramos perdeu força devido às críticas da bancada evangélica.
Schelb é abertamente defensor do projeto Escola Sem Partido e já se posicionou favorável ao tema em comissão especial sobre o assunto, em 2017. Ele também afirma ser contra "discussão de gênero" nas escolas.
A indicação de Schelb seria um agrado de Bolsonaro à bancada evangélica, que reagiu negativamente ao nome do educador Mozart Neves, do Instituto Ayrton Senna, considerado mais moderado. Onyx Lorenzoni, futuro ministro da Casa Civil, ainda não descarta o nome de Mozart. Ele destacou a "grande contribuição" do Instituto Ayrton Senna, do qual ele é diretor, para a transição de governo.
Guilherme Schelb fez parte da equipe do Ministério Público Federal (MPF) apelidada de "meninos de ouro" por conta da tenacidade contra a corrupção. Atuou na investigação da privatização do Banespa e do uso de aviões da FAB para eventos privados por ministros do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Autor de estudos sobre violência infanto-juvenil, envolveu-se em polêmica ao pedir patrocínio a fabricante de cigarros que se beneficiou com apurações sobre quadrilhas de falsificadores do produto. Atualmente, atua na Procuradoria Regional da República da 1ª Região. Ele integrou a diretoria da Associação Nacional dos Juristas Evangélicos até 2016. A associação afirma que ele foi afastado da entidade "por motivos que não competem vir a público".



