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Puma flagrado em Gramado: entenda o que leva animais silvestres a circularem pela área urbana das cidades

Conforme o médico veterinário e professor da Universidade de Caxias do Sul, Gabriel Fiamenghi, a situação preocupa quanto à preservação da vida dos animais

Maria Angélica dos Passos / Arquivo Pessoal
Puma foi visto andando pela Rua Theobaldo Fleck na última sexta-feira, em Gramado.

Tem se tornado cada vez mais comum ver animais silvestres circulando no meio das cidades. Na última sexta-feira (21), em Gramado, por exemplo, um puma foi flagrado na Rua Theobaldo Fleck, na área central da cidade

Mas o que leva um animal silvestre a perambular em meio a casas e prédios e longe do seu habitat natural? O médico veterinário e professor da Universidade de Caxias do Sul Gabriel Fiamenghi explica que a expansão urbana das cidades pode ser um dos motivos para o aparecimento dos animais.

— Isso é uma realidade. A urbanização acaba trazendo a proximidade da fauna silvestre com o ambiente urbano. Essa perda de habitat e desses fragmentos florestais, infelizmente, é uma realidade e parece ser um caminho sem volta — aponta.

O médico veterinário explica que a perda do habitat é a principal causa da extinção das espécies. Outros fatores como caça e doenças também podem influenciar o comportamento. 

— O habitat não é apenas o mato. Dentro do mato tem muita coisa, tem o alimento, o abrigo, locais de reprodução, ninhos. Esses animais perdem essa possibilidade de existir e acabam tendo que expandir sua área de busca por esses fatores — explica.

A situação preocupa quanto à preservação da vida dos animais. Além de andarem perdidos pela área urbana, os acidentes e as ações antrópicas — ações realizadas pelo ser humano que alteram o meio ambiente — são motivos de alerta.

— Esse animal não vai atacar ou ser nocivo ao ser humano. Mas, muitas vezes, em função de crenças ou medo, os seres humanos acabam agindo contra os animais — destaca Gabriel. 

Apesar de causar medo, os animais silvestres raramente vão agir contra o ser humano. Conforme o médico veterinário, o caso do puma, por exemplo, não é um animal que vai buscar contato com o ser humano. Na maioria das vezes, ele vai subir em uma árvore ou tentar fugir. Por isso, é importante que as pessoas não se aproximem do animal ou provoquem estresse nele. Também não é indicado dar comida ou tocar nos bichos.

— Não se deve ter contato com animais de vida livre. Ele é totalmente imprevisível, simplesmente pode atacar ou morder, pode causar um acidente gravíssimo. Muitas vezes, o animal pode estar com dor e no momento que a pessoa chegar perto, ele pode atacar — ressalta. 

Nos casos em que a população avistar um animal silvestre na área urbana, a orientação é não se aproximar e entrar em contato com a Secretaria de Meio Ambiente do município ou com o Batalhão Ambiental da Brigada Militar, pelo telefone (54) 3335-8350.


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