
Desde que iniciou o evento climático que o Estado enfrenta, centenas de pessoas correram para os supermercados para comprar e estocar produtos básicos. Papel higiênico, pão fatiado, leite, banana, ovos e, principalmente, água, são os produtos mais procurados. Em cinco supermercados que a reportagem circulou na manhã deste domingo (5) encontrou água em três deles.
Dieison Roberto da Silva, proprietário de um supermercado no bairro Azenha, contou que o movimento mais intenso iniciou na qunta-feira (02) e se estendeu até o fim de semana, com movimento acima do normal. Neste domingo o estabelecimento já não tinha mais ovos e alguns cortes de carnes já não tinham mais. Além disso, leite e pão são itens procurados.
— Iniciei ontem um racionamento da venda de água. Apenas um fardo por cliente e vende direto no caixa. O cliente pede no caixa e eu busco para pegar — comentou, afirmando que ainda contava com 50 fardos e que o produto deve acabar amanhã.
Em outro supermercado da capital, já não tinha água sem gás, apenas com gás.
— Tem pessoas que não podem tomar água com gás, tem criança pequena, tem idoso, e tem gente que não gosta. Como a gente (ela e o esposo) não liga de tomar água com gás, a gente até gosta, cheguei ali e peguei três fardos — comentou a consumidora Grasiela Ilha. A água encanada no seu prédio também já acabou.
Na sexta-feira (03) o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Cesa Longo, descartou o risco de desabastecimento generalizado. Ainda afirmou que no momento em que começarem a ser desobstruídas as vias de acesso, o problema será amenizado.
— Estamos no meio de uma tragédia e todo mundo apavorado, é desesperador, mas os mercados estão repondo, está tudo chegando. Eu falei com o repositor agora, ele falou que repôs o papel higiênico hoje de manhã, e não tem nenhuma unidade. Não tem nenhuma unidade de papel toalha, ninguém usa papel toalha desse jeito — apazigou Grasiela, acreditando que há uma procura desenfreada.
