
O anúncio da troca de comando em cinco de oito unidades da Brigada Militar em Porto Alegre causou mal-estar e alvoroço na corporação na noite desta quarta-feira. Em reunião com o subcomandante-geral da BM, Paulo Stocker dos Santos, os comandantes de cinco batalhões - 1º, 9º, 19º, 21º e o de Operações Especiais - foram avisados de que estão sendo transferidos.
A chefia do Estado-Maior do Comando de Policiamento da Capital também estaria sendo trocada. Mas as mudanças não param por aí. Unidades de todo o Estado serão atingidas. A assessoria da corporação confirma a alteração no comando de 44 unidades no Rio Grande do Sul.
Nos bastidores, o objetivo das as trocas seria dar melhor resposta na segurança pública. O problema, dizem oficiais, é como fazer isso sem recursos. As mudanças podem abrir espaço para que críticas à falta de viaturas e de escassez de pessoal, hoje feitas internamente, ganhem as ruas.
Outro fator é a conclusão do curso que tenentes-coronéis fazem para ficar aptos a serem promovidos a coronéis. As alterações nas unidades facilitariam a colocação desse pessoal em postos mais importantes e de maior responsabilidade.
O comando da BM não comentou o assunto. O comandante de Policiamento da Capital, coronel Mário Ikeda, disse que só falaria sobre as mudanças a partir da tarde desta quinta-feira.
Dos batalhões com responsabilidade territorial - que atuam em bairros específicos da Capital - só estariam com a chefia mantida o 11º e 20º. Outra unidade especial, como o BOE, que pode atuar em qualquer região, é o Regimento de Polícia Montada, que teve movimentação há poucos dias, quando o comandante, tenente-coronel Carlos Alberto Selistre passou a atuar na Assembleia Legislativa.




