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Inter revive drama contra Corinthians e busca remobilização para disputa de terceiro lugar

Gurias Coloradas ainda lutarão por uma vaga ao pódio contra o Atlético Nacional

Valéria Possamai

Direto de Cali

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Staff Images Woman / CONMEBOL / Divulgação
Time gaúcho foi eliminado nos pênaltis na semifinal.

Uma nova competição, em um país diferente, mas novamente o Inter ficou no "quase" em uma decisão contra o Corinthians. Na semifinal, depois de uma partida de superação nos 90 minutos, o time gaúcho acabou derrotado nos pênaltis e deu adeus ao sonho do título da Libertadores Feminina. A trajetória, no entanto, terá seu capítulo final com a disputa de terceiro e quarto lugares.

O cenário no pós-jogo foi de muita tristeza e decepção pelo resultado final. A vantagem construída no primeiro tempo, gol novamente de Priscila, nutria a expectativa de que a noite no Estádio Pascual Guerrero pudesse ter um roteiro diferente dos últimos. Tanto na decisão do título do Brasileirão no ano passado quanto na Supercopa nesta temporada, o Inter amargou derrotas e eliminações para o Corinthians.

O time comandado por Lucas Piccinato ainda conseguiu um segundo tempo de muito heroísmo, quando já não tinha Belén Aquino, que precisou ser substituída por problema médico, e também estava sem Eskerdinha, que foi expulsa. Mesmo superando o poderio ofensivo das Brabas no tempo normal, a equipe adversária foi mais eficiente e venceu por 4 a 3, nos pênaltis.

— O sentimento de tristeza assim porque nós estávamos muito confiantes de que passaríamos para a final. Obviamente que o jogo foi difícil, adversário difícil. Perdemos uma atleta e isso dificultou bastante. O Corinthians por si só já é um time que imprime um volume muito, muito grande. E aí, com uma atleta a menos, fica ainda mais difícil. Quando foi para os pênaltis, tínhamos total confiança que passaríamos. Trabalhamos, treinamos, então eu estava extremamente confiante. Mas sabemos que, ali no momento, é bem difícil. Aquela caminhada da onde a gente sai do meio campo e vai até até a bola é uma eternidade. Passa um filme na cabeça e não tem como julgar ninguém — afirmou a zagueira e capitã, Bruna Benites, à reportagem de GZH.

Depois da queda na semifinal, a principal medida é a remobilização do grupo. Ao longo desta campanha, na primeira Libertadores do clube, o time encarou a chave considerada da "morte", passou pelo tradicional Colo-Colo nas quartas e, mesmo com a derrota nos pênaltis na semifinal, o time ainda continua sem perder no tempo normal. A meta será lutar pelo que ainda resta para fechar com o melhor desempenho possível.

 — Naturalmente, fica sempre mais complicado de olhar todo o cenário, mas é um cenário de orgulho. Tem a contextualização de uma primeira Libertadores, de ter caído em grupo complicado, de ter feito um mata-mata mais complicado. Eu acho que o time fez um jogo de time grande, mais uma vez enfrentando a principal equipe da América do Sul nos últimos anos. A gente lamenta, mas sabe que tem muita coisa pela frente. Temos ainda na competição uma disputa de terceiro e quarto lugares. A gente quer muito esse pódio e a gente vai trabalhar bastante para chegar — avaliou o técnico, Lucas Piccinato, na zona mista do estádio.

As Gurias Coloradas agora voltarão a campo no sábado (21), diante do Atlético Nacional, para disputa de terceiro e quarto lugares. Inicialmente, a partida está marcada para às 17h30min (horário de Brasília), no Estádio Pascual Guerrero, em Cali.

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