
A atípica temporada de 2020 nem terminou ainda, mas já deixou um alerta importante para o Grêmio. O clube pode inclusive ganhar o hexacampeonato da Copa do Brasil e tem jogos a cumprir no Brasileirão que determinarão em que condições estará na próxima Libertadores, mas já pode projetar necessidades imediatas.
O novo ano do futebol brasileiro está batendo à porta, com início marcado para daqui a um mês. Pensar agora neste futuro que é quase presente é uma obrigação dos clubes, e o Tricolor precisa ter claros alguns alertas dados durante os últimos 14 meses.
Mesmo que o time venha a ser consagrado com o título da Copa do Brasil, os gremistas estão testemunhando jogos de uma equipe que não repete o que já mostrou sob o comando de Renato Portaluppi em anos anteriores. Independentemente do treinador permanecer, está escancarado que o setor de meio-campo é o que mais empobreceu com o passar do tempo e que precisará de reforços.
Ali já estiveram Walace, Douglas, Arthur, Jailson, Ramiro, Luan, no auge, e Maicon com quatro anos e algumas lesões a menos. Aqueles que ocupam as posições atualmente não dão respostas equivalentes — mesmo figuras como Matheus Henrique e Jean Pyerre, jovens de sabida qualidade, mas em má fase. A prova maior de que o meio-campo deixou de funcionar como antes é a necessidade da troca de característica da equipe observada recentemente.
Pensar na próxima temporada que começará provavelmente com Libertadores e Gauchão é projetar urgentes contratações para o Grêmio. E o mais importante: reforços com perfil diferente de nomes como Thiago Neves ou Robinho, que se mostraram insuficientes em 2020.
Romildo Bolzan Júnior vai precisar contar com poder de investimento, sabedoria e criatividade para mergulhar no mercado. Também não é possível imediatamente contar com a sempre elogiável aposta nos jovens. A safra de meio-campistas tricolores teve algumas baixas importantes, por motivos alheios ao clube, como Tetê e Diego Rosa. Os que vêm por aí ainda são muito verdes para uma necessidade tão urgente.
Recompor o setor de meio-campo merece ser a prioridade número 1 do Grêmio, não importando se o técnico será Renato Portaluppi ou algum outro. Quem está dando o recado é o campo, e a história do clube escrita a partir de 2016 num ciclo exemplar de vitórias e qualidade técnica.




