
Para discutir a segurança nas eleições, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reuniu nesta quarta-feira (24) todos os comandantes de polícias militares do país. De acordo com o comandante-geral da Brigada Militar, coronal Cláudio Feoli, que representava o Rio Grande do Sul, Alexandre de Moraes abriu a reunião falando da admiração e respeito que tem pelas polícias brasileiras. Disse que, pela capilaridade que têm, com presença em todos os municípios do Brasil, as PMs serão essenciais para garantir a segurança do pleito.
O ministro Ricardo Lewandowski reconheceu as policias militares como “pilares da segurança pública” e “verdadeiros baluartes do federalismo brasileiro, garantindo a Constituição e a democracia”.
Falando pelo Rio Grande do Sul, o coronel Feoli destacou que as polícias militares são instituições de Estado e não de governo. Falou da magnitude da operação, que não se resume ao dia da eleição:
— No Rio Grande do Sul, todos os policiais da Brigada estarão trabalhando no dia da eleição. Cancelamos folgas e convocamos o pessoal da área administrativa e os policiais que estão em fase de formação para reforçar o efetivo. A reserva operacional (Batalhão de Choque) também estará de prontidão.
Em Porto Alegre, a Brigada vai usar as câmeras corporais que estão disponíveis para teste e drones para visualização de casos de boca de urna. Os registros de ocorrência serão feitos por aplicativo, agilizando os trâmites no período eleitoral.

O coronel apresentou aos demais comandantes uma lista com 21 áreas e situações de interesse operacional, que deverão estar no radar das polícias antes, durante e depois da eleição. Entre elas, estão os locais de votação, as sedes dos partidos e comitês, o Tribunal Regional Eleitoral, os cartórios e o local de totalização dos votos, hotéis que hospedam candidatos e autoridades, prefeituras, aeroportos, parques, rodoviárias, transporte público, rede elétrica, fibra ótica e internet, transporte de urnas eletrônicas, prefeituras e câmaras de vereadores.




