Rodrigo Lopes

Rodrigo Lopes

Formado em Jornalismo pela UFRGS, tem mestrado em Ciência da Comunicação pela Unisinos e especialização em Jornalismo Ambiental pelo International Institute for Journalism (Berlim), em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário, e em Estudos Estratégicos Internacionais pela UFRGS. Tem dois livros publicados. Como enviado do Grupo RBS, realizou mais de 30 coberturas internacionais. Foi correspondente em Brasília e, atualmente, escreve sobre política nacional e internacional.

Repercussão internacional
Notícia

“Parecia um romance de Agatha Christie”, diz jornalista britânico que veio ao RS cobrir caso do bolo envenenado

Repórter do Daily Mail esteve durante uma semana em Porto Alegre produzindo textos, fotos e vídeos

Daily Mail / Reprodução
Repórter Nick Pisa na frente da casa de Zeli dos Anjos.

O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.

"Parecia um romance de Agatha Christie". Assim que o jornalista Nick Pisa, do jornal inglês Daily Mail, classificou o caso das quatro pessoas da mesma família mortas por envenenamento por arsênio no Rio Grande do Sul. Das quatro, três morreram após comer o bolo de Natal em dezembro de 2024. A suspeita é Deise Moura dos Anjos, 42 anos, que está presa desde 5 de janeiro.

Veja a reportagem de Nick Pisa.

Diante da repercussão da história, o jornalista inglês, Nick Pisa, aterrissou em Porto Alegre para acompanhar o caso durante uma semana. Foram, ao todo, 15 reportagens em texto, fotos e vídeos. A coluna conversou com ele: 

Por que você e o Daily Mail se interessaram pelo caso? 

Basicamente porque era uma história muito intrigante e tudo aconteceu na época do Natal. Pareceu muito estranho desde o início um bolo de Natal envenenado. Parecia um romance de Agatha Christie. 

Você veio para Porto Alegre para acompanhar o caso ou para outros trabalhos? 

Fui para Porto Alegre só para acompanhar esse caso e fiquei surpreso quando me convidaram para ir, mas por ser web e tudo ser movido por cliques foi visto como uma história que vale a pena contar. The Mail tem um dos maiores números de usuários por ano e é um dos sites mais bem-sucedidos e lidos do mundo.

Quais as suas primeiras impressões sobre o caso?

A minha perspectiva sempre foi um caso estranho e devo admitir que, para começar, pensei que seria um acidente trágico e que Zeli se confundiu com os ingredientes. Achei que ela não poderia ter feito isso deliberadamente, pois também deu duas mordidas no bolo. Então, conversando com a família dela, fiquei sabendo que havia animosidade entre Deise e outros parentes. Quando o primo me contou que o Paulo (o sogro) tinha morrido depois de comer uma banana pensei que tinha alguma coisa errada aqui e aí a irmã do Jefferson (esposo de Maida, que faleceu comendo o bolo) disse que talvez fosse “alguém rancoroso”, mas não entrei no assunto, o que também me fez pensar. Além disso, quando pedi à polícia que me contasse sobre as bananas de Zeli e Paulo, eles se recusaram a falar sobre eles, então tudo isso me fez pensar que talvez houvesse mais do que isso. Obtive então a certidão de óbito de Paulo que mostrava que ele morreu sem testamento e com bens que me fizeram pensar que talvez fosse um motivo financeiro. Quando a polícia anunciou a exumação, penso que todos sabíamos quais seriam os resultados do teste: positivo para arsénico.

Como foi a repercussão dos leitores?

Foi uma das histórias mais lidas das últimas semanas, com milhares de comentários e compartilhamentos e as pessoas ficaram intrigadas com ela. Também fui solicitado a comentar o caso por estações de rádio locais que tinham visto o artigo.

Continuará acompanhando o caso?

Adoraria acompanhar o caso e visitar o Brasil novamente, mas acho que será de longe e através dos sites de notícia.

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