
Na esteira de mais indicadores preocupantes do coronavírus, a queda é forte neste início de segunda-feira (24) nas principais bolsas mundiais. Nos Estados Unidos, o recuo é de cerca de 3%. Na Europa, chega a superar 3,5%. Na Coreia do Sul, de onde vem o maior temor, a bolsa de valores despenca 4%. Aqui no Brasil, a bolsa de valores de São Paulo, B3, está fechada devido ao Carnaval. No entanto, o EWZ, fundo que reúne ações de empresas brasileiras negociadas na bolsa dos Estados Unidos, começando a manhã caindo 3,6% e já está com uma queda de 4%. Não deixa de ser um termômetro do Ibovespa, que é o índice da bolsa de valores brasileira.
Diretor da Mirae Asset, Pablo Spyer reforça que o movimento se deve ao medo dos investidores do surto de coronavírus, que trouxe dados de avanço da epidemia. Em especial, o fechamento de uma fábrica de smartphones da Samsung na Coreia do Sul após ter sido confirmado um caso de coronavírus entre os funcionários.
— Pelas regras, 100% das pessoas que tiveram contato com esse funcionário nos últimos 14 dias irão para isolamento. Isso pode parar o país e está deixando os norte-americanos apavorados — explica o diretor.
A Mirae é a segunda maior corretora em atuação no Brasil e tem sede mundial na Coreia do Sul. O diretor Pablo Spyer ainda complementa:
— Falei com um amigo agora em Nova York e eles estão apavorados.
A unidade até pode ser reaberta até esta terça-feira (25), mas o fato de o coronavírus ter atingido a gigante mundial de eletrônicos turbinou o receio do mercado financeiro, além de ter avançado seu impacto para além de empresas na China. Os investidores estão buscando títulos do tesouro americano e, provavelmente, haverá uma valorização ainda maior do dólar, também considerado um ativo mais seguro. Sobre a alta da moeda, leia também: Fabricante de pães, lojistas e dono de agência de viagens falam sobre o dólar a R$ 4,40
A expectativa para o restante do dia é saber se foi um susto de início da semana, provocando uma reação forte demais do mercado e havendo um ajuste em breve. Ou se, realmente, essa queda nos mercados pode até piorar. Na semana passada, a Apple anunciou que os impactos do coronavírus não deixariam a empresa cumprir sua meta de receita no primeiro trimestre do ano. O abastecimento de peças do iPhone estava comprometido pela suspensão das atividades em fábricas da China e produção lenta naquelas que já retomaram as atividades.
Seu Dinheiro Vale Mais
O coronavírus também mexe na cotação do dólar. Este foi o tema do Seu Dinheiro Vale Mais, programa semanal com dicas de finanças pessoais no Instagram de GaúchaZH. Confira:
Colunista Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Colaborou Daniel Giussani (daniel.giussani@zerohora.com.br)
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