
A possibilidade da reeleição de Romildo Bolzan como presidente do Grêmio terá um capítulo importante com a reunião marcada para a próxima terça-feira (26), no Conselho Deliberativo do clube. No edital de convocação, o sexto item é o seguinte: "Deliberar sobre alteração estatutária, atendendo ao requerimento justificado, para o fim de consolidar interpretação do artigo 82 do Estatuto Social, com a inserção da seguinte regra nas Disposições Transitórias: fica assegurada a atual composição do Conselho de Administração do Grêmio (gestão 2017-2019) o direito de concorrer à reeleição, para um mandato de 3 (três) anos".
Esta alteração estatutária deverá ser aprovada na reunião do Conselho, e desta maneira, será dado um passo importante para a permanência de Romildo como presidente do Grêmio. Mas existe ainda uma outra questão fundamental que precisa ser discutida internamente.
A reeleição poderá significar um descumprimento das regras do Programa de Modernização da Gestão e Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut). O parágrafo segundo do artigo 4° diz o seguinte: "Para que as entidades desportivas profissionais de futebol mantenham-se no Profut, serão exigidas as seguintes condições: fixação do período do mandato de seu presidente ou dirigente máximo e demais cargos eletivos em até quatro anos, permitida uma única recondução;".
Existem outras condições, mas esta especificamente interessa ao Grêmio. Em tese, se Romildo Bolzan for reeleito, o clube corre o risco de ser excluído do Profut, programa que refinancia os débitos dos times.
Como a questão entrou na pauta de discussão dos grupos políticos do Grêmio, procurei o presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Biedermann. Ele me confirmou que o assunto será tratado na reunião do conselho, nesta terça-feira, na Arena. E mais do que isso, será apresentado o parecer de um jurista renomado dando a aprovação para a nova candidatura de Romildo, sem risco de exclusão do Profut.
Além disso, o tema continuará sendo discutido, mesmo que a alteração estatutária seja aprovada. A preocupação com o assunto é enorme na Arena. E não será dado nenhum passo sem a segurança jurídica necessária.


