
Dois fenômenos bastante populares vão movimentar o céu neste mês de outubro. O calendário astronômico marca um eclipse solar parcial, no sábado (14), e uma chuva de meteoros, com o pico previsto para o dia 22 de outubro. Ambos os eventos podem ser vistos sem necessidade de telescópios, mas há uma série de dicas para conseguir aproveitar ao máximo a observação.
No dia 14 de outubro, acontece o evento mais esperado do ano: o eclipse solar anular. O fenômeno tem esse nome porque, quando a Lua encobre o Sol, forma-se um anel de fogo. Apesar do eclipse poder ser visto do Brasil inteiro, os únicos que verão o formato anular são os estados do Norte e Nordeste. No Sul, a Lua deve encobrir uma pequena porcentagem do Sol, sendo, então, um eclipse solar parcial.
De acordo com o site Time and Date, o eclipse solar parcial que acontecerá no Estado começará às 15h41min (horário de Brasília) e se estenderá até as 17h44min, com pico por volta das 16h45min. O céu ficará mais escuro, embora não tanto como durante um eclipse solar total.
Para acompanhar a vista com segurança, porém, é necessário usar equipamentos de proteção. Caso contrário, o evento astronômico pode causar danos irreversíveis aos olhos. A oftalmologista do Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul Daniela Osorio Alves explica que a observação sem os filtros corretos – do padrão ISO 12312-2 – pode causar queimadura ocular, na sua superfície ou na retina.
Já na madrugada do dia 22, outro fenômeno promete embelezar o céu: a chuva de meteoros Orionidas. Sem necessidade de qualquer equipamento e sem risco a saúde dos olhos, a chuva acontece em uma das constelações mais famosas, a de Orion. A Orionidas acontece sempre na mesma época do ano, quando a Terra cruza a nuvem de poeira deixada pela passagem do cometa Halley em 1986.
— Esta é considerada uma chuva média, com taxa de 20 a 25 meteoros por hora. O pico deve ocorrer por volta de 21h do dia 21 de outubro, e seguir até a madrugada do dia 22. O melhor momento para observar a chuva é após a meia-noite, olhando para a direção leste, onde está a constelação de Órion. Quanto mais afastado de grandes centros urbanos, melhor a visualização — afirma o astrônomo fundador do Observatório Astronômico Rei do Universo (Oaru), em Manaus, Geovandro Nobre.