O Brasil registrou mais 232 mortes por coronavírus nas últimas 24 horas, de acordo com estatísticas divulgadas neste sábado (30) pelo Ministério da Saúde. O país acumula oficialmente 607.694 vítimas da pandemia até o momento, segundo pior saldo do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, segundo dados do Our World in Data.
Mesmo levando em conta o tamanho da população, as estatísticas mostram que o Brasil teve uma das maiores mortalidades por covid-19 no mundo. Mas a epidemia perde força: este sábado representa o 19º dia consecutivo em que o Brasil registra menos de 400 mortes diárias, valor alcançado após o avanço da vacinação.
A média móvel de vítimas ficou em 320 neste sábado, valor 4% abaixo do registrado duas semanas atrás, o que indica estabilidade. Na comparação com um mês atrás, a redução é expressiva: a média deste sábado é 40% menor.
Veja a sequência na média móvel de mortes na última semana:
- 25/10/2021: 334
- 26/10/2021: 342
- 27/10/2021: 350
- 28/10/2021: 341
- 29/10/2021: 332
- 30/10/2021: 320
O país ainda registrou 10.693 novos casos, elevando para mais de 21,8 milhões o número oficial de infecções registradas na pandemia. A média móvel é de 11.505 casos por dia, valor 12,5% acima do registrado duas semanas atrás, o que ainda indica estabilidade. Frente ao mês passado, a média deste sábado é 32% menor.
Veja a sequência na média móvel de casos na última semana:
- 25/10/2021: 11.950
- 26/10/2021: 12.015
- 27/10/2021: 12.240
- 28/10/2021: 12.014
- 29/10/2021: 11.651
- 30/10/2021: 11.505
A tendência brasileira diferente do cenário gaúcho, onde a média de casos neste sábado é 64% maior do que o registrado duas semanas - mas o número de vítimas não cresce na mesma medida.
A cobertura vacinal segue crescendo no país, mas ainda precisa aumentar. Dados deste sábado do portal coronavirusbra1.github.io, que compila dados das Secretarias Estaduais de Saúde, mostram que 72,5% de todos os brasileiros tomaram a primeira dose e 54,3%, completaram o esquema vacinal.
A meta do Ministério da Saúde é vacinar com duas doses 85% de toda a população para controlar a covid-19 no país.
O Rio Grande do Sul é o terceiro Estado com melhor cobertura vacinal, resultado da decisão do governo estadual e de prefeitos no início da campanha de não guardar as segundas doses, mas também do bom hábito da população de se vacinar contra doenças respiratórias - consequência do rigoroso inverno gaúcho, incomum em outras partes do país.


