Após o Instituto Butantan ter feito o pedido de uso emergencial à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na sexta-feira (8), o Ministério da Saúde informou neste sábado (9) que fechou acordo para distribuir com exclusividade a vacina contra o coronavírus pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para todos os Estados, simultaneamente. Foram compradas 100 milhões de doses.
Na quinta-feira (7), o Ministério da Saúde e o Butantan já haviam assinado contrato para a aquisição de 46 milhões de doses da vacina fabricada pelo instituto. A pasta informou que campanha de imunização gratuita deve começar "tão logo os imunizantes recebam autorização da Anvisa". Na sexta, o Butantan e a Fiocruz, que produz a vacina de Oxford no Brasil, entraram com pedido de uso emergencial das vacinas na agência reguladora. O resultado deve ser divulgado no prazo máximo de dez dias.
A CoronaVac foi desenvolvida pelo Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac. A previsão é de que a Anvisa se manifeste sobre o pedido em até 10 dias.
"Assim, brasileiros de todo o país receberão a vacina simultaneamente, dentro da logística integrada e tripartite, feita pelo Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais de Saúde", informou, em nota, o Ministério da Saúde.
O documento não define uma data para o início da vacinação. Nesta semana, no entanto, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que a aplicação poderia começar dia 20, na melhor das hipóteses. Na sexta-feira, o secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou que a aplicação das doses no Estado começará no dia 25, mesmo se o governo federal optar por outra data. O Instituto Butantan é vinculado ao governo paulista.
Na nota, o ministério aponta ainda que a totalidade da produção do Butantan será adquirida pelo governo federal e incorporada ao Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19. A pasta garante que, assim como a CoronaVac, outros imunizantes adquiridos ou em negociação pelo Ministério da Saúde, que tenham aval da Anvisa, "seguirão o mesmo caminho, sendo incorporados e distribuídos a toda a população, ao mesmo tempo".
"Os Estados receberão as doses em quantidade proporcional à sua população e farão a distribuição aos 5.570 municípios brasileiros, de forma que todas as salas de vacinação do país recebam as vacinas o mais rápido possível", afirma o ministério, na nota. Na prática, a decisão impede a comercialização entre os Estados e inviabiliza a venda de doses para o Rio Grande do Sul.

