A pesquisa realizada pelo Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) e a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) que analisa o nível de prevalência da covid-19 no Vale do Rio Pardo, irá iniciar neste sábado (28) a terceira etapa de estudo. Assim como a primeira e a segunda etapas, serão aplicados 1.063 testes rápidos em moradores de 14 municípios da região até domingo (29).
A partir das 8h de sábado e também de domingo, equipes irão realizar a terceira fase de estudo nos municípios de Boqueirão do Leão, Candelária, Gramado Xavier, Herveiras, Mato Leitão, Pantano Grande, Passo do Sobrado, Rio Pardo, Santa Cruz do Sul, Sinimbu, Vale do Sol, Vale Verde, Venâncio Aires e Vera Cruz.
Conforme o professor da Universidade de Santa Cruz do Sul e integrante da equipe técnica da pesquisa Camilo Darsie, todos os entrevistados, antes de realizarem o teste, respondem um questionário. Ele auxilia a recolher informações importantes para planejar uma possível retomada de atividades, além dos efeitos da pandemia referente à renda e aos empregos que foram perdidos.
– O desenvolvimento da pandemia é imprevisível. No entanto, quanto mais informações, melhores serão as chances de restabelecer dinâmicas que foram prejudicadas. Nessa direção, a pesquisa é muito positiva, pois nos mostra como podemos reverter e transformar esses impactos em oportunidades no futuro – ressaltou Darsie.
Com apoio da Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) e da Philip Morris Brasil (que contribuiu com recursos), a pesquisa que terá quatro etapas, busca apresentar um estudo transversal com uma amostra representativa da população da região. Os resultados sempre serão apresentados ao fim de cada testagem. Apesar de a pesquisa estadual também passar por Santa Cruz do Sul, prefeitos da região entenderam que era necessário um levantamento local.
A primeira etapa da pesquisa, realizada entre os dias 1º e 2 de agosto, apontou prevalência de 2,9% na região. Cerca de 10 mil habitantes do Vale do Rio Pardo tiveram contato com o coronavírus.
Na segunda fase, realizada entre 15 e 18 de agosto, a equipe apontou que 5,6% dos entrevistados procuraram atendimento médico nos últimos 30 dias por suspeita de covid-19. Dos participantes com resultado positivo, 50% relataram pelo menos um sintoma. Coriza, dor de cabeça, tosse e dor no corpo foram os mais citados. Além disto, 5,3% tiveram algum morador do domicílio que perdeu emprego e 18,8% relataram suspensão do contrato ou redução da jornada de trabalho.
Confira os resultados da segunda etapa da pesquisa
- 61,5% dos entrevistados conseguem fazer o distanciamento social (64% entre as mulheres e 36% entre os homens)
- 97,2% utilizam máscara ao sair de casa
- 62% saem apenas para atividades essenciais
- 5,3% tiveram algum morador do domicílio que perdeu emprego
- 18,8% relataram suspensão do contrato ou redução da jornada de trabalho
- 65,1% dos entrevistados recebem menos de 3 salários mínimos
- 5,6% procuraram atendimento médico nos últimos 30 dias por suspeita de Covid-19
- 50% dos entrevistados com resultado positivo relataram pelo menos um sintoma (coriza, dor de cabeça, tosse e dor no corpo foram os mais citados).




