O mandato do vereador Fabrício Ollermann (MDB), 44 anos, investigado por suspeita de estupro de uma estagiária, em Viamão, na Região Metropolitana, foi cassado na tarde desta quinta-feira (16). A cassação foi definida por 17 votos favoráveis contra nenhum contrário, no plenário Tapir Rocha, na Câmara Municipal.
A sessão foi conduzida pelo presidente da Casa, o vereador André Gutierres (Progressistas). Os vereadores Dédo Machado (MDB) e Roni Bella (PSD) se abstiveram da votação.
Segundo a denúncia, a jovem de 22 anos, que atuava no Gabinete do vereador, teria acompanhado Ollermann até uma plantação de arroz em Itapuã, na zona rural do município, para fazer o registro do local em vídeos e fotos. Após, o dono da propriedade teria oferecido uma cachaça artesanal para a equipe.
Após consumir a bebida, a estagiária contou que passou mal e disse aos policiais não se lembrar dos momentos seguintes. Para a Polícia Civil, a mulher relatou ainda ter algumas lembranças do vereador nu, sobre ela, em um motel.
Já o vereador relatou à polícia que, ao perceber que a estagiária estava passando mal, se colocou à disposição para socorrê-la. Como ela teria vomitado e estaria suja, ele relatou que parou em um motel para que ela tomasse banho. Depois, disse que a deixou em casa.
O caso teria acontecido em 1º de dezembro do ano passado e o boletim de ocorrência foi registrado junto à polícia cinco dias depois. A Câmara de Viamão instalou uma comissão processante e uma CPI, além de ter acionado a Polícia Civil, ainda em dezembro. No processo legislativo, foi concluído que as acusações configuram quebra de decoro parlamentar, ou seja, não condizem com atitudes esperadas de um vereador.
Ollerman estava afastado desde o dia 20 de dezembro. No âmbito Legislativo, ele não pode recorrer da decisão, apenas do processo que corre na Justiça.
GZH entrou em contato com a defesa de Fabrício Ollermann, mas até o momento não obteve retorno.





