
Pelos indícios iniciais, a Polícia Civil de Caxias do Sul acredita que os dois mortos e dois feridos no ataque a uma residência do bairro Reolon, na madrugada de sábado, não eram o alvo dos assassinos. Uma criança de cinco anos também estava na casa e foi salva pelo tio, um adolescente de 17 anos, que a escondeu na casinha do cachorro.
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A hipótese da Delegacia de Homicídios é que o alvo da facção seria um homem de 24 anos, pai da criança e filho de Elisa de Jesus, 46 anos, que era a dona da casa e morreu no ataque. A outra vítima assassinada foi Jackson Athaydes Rodrigues, 15, amigo do adolescente que salvou a criança dos bandidos. O rapaz foi baleado junto com Mario Roberto de Souza, 56, companheiro de Elisa. Até a tarde desta segunda-feira, Souza e o adolescente continuavam internados na UTI do Hospital Pompéia.
Nenhuma das quatro vítimas baleadas no ataque possuía antecedentes, o que reforça a tese dos investigadores que o alvo seria o filho mais velho de Elisa. Ele possui antecedentes e foi indiciado pelo assassinato de Richard Iago da Silva de Souza, 19, em 24 de novembro de 2014. Na data, o corpo da vítima foi encontrado a cerca de 500 metros da barragem da Maestra, na Estrada Velha para Flores da Cunha. Na sequência, o carro de Richard foi encontrado na Rua Guido Oscar Horn, no bairro São José, com marcas de tiros e sangue. O processo segue em tramitação no Poder Judiciário.
Fogo é característica de facção
A Delegacia de Homicídios investiga qual a relação das vítimas com a facção que ordenou outros ataques semelhantes na cidade. Desde de junho do ano passado, este é quinto assassinato múltiplo em que os atiradores atearam fogo na moradia onde ocorreu o crime.
— Sempre que houve esta espécie de crime, onde há homicídio e o uso de incêndio, encontramos a vinculação com o tráfico de drogas. Eles (facção) eliminam o vendedor e tocam fogo para extinguir aquele local de venda (de drogas) para, assim, fortalecer um ponto de tráfico sob seu comando — aponta o delegado Rodrigo Kegler Duarte, chefe da Delegacia de Homícidios.
No sábado, antes de fugir em um carro branco, os atiradores atearam fogo na casa, que não chegou a queimar completamente. O automóvel utilizado seria um Ágile que foi encontrado incendiado perto da Rota do Sol. O veículo estava com uma placa de Porto Alegre, no entanto o delegado Duarte ressalta que a facção costuma utilizar carros roubados com placas falsas. Por isso, é necessário aguardar a perícia de chassi para confirmar a origem deste automóvel.


