
Um Inter brigador, aguerrido, copeiro como há muito não se via conquistou um empate importante diante do Atlético-MG na noite de quarta-feira. Foi um pecado a vitória ter se perdido no último lance do jogo, mas assim é o futebol. Lamentar, agora, é perda de tempo.
Foi mais um resultado positivo, ainda que não ideal, com a marca do técnico Diego Aguirre. O treinador armou uma estratégia que se mostrou acertada: cozinhou os atleticanos no primeiro tempo com Jorge Henrique na vaga do sensacional Valdívia, e colocou o cabeludo em campo na segunda etapa para aumentar a pressão.
"Levamos um bom resultado para decidirmos no Beira-Rio", afirma Lisandro López
Na frente, fez o óbvio ao colocar o oportunista Lisandro López na vaga do lesionado Nilmar e, na lateral esquerda, deslocou Ernando para segurar o impetuoso ataque do Galo. Outra vez, a bola recompensou as escolhas do técnico vermelho. Mas seu maior acerto foi não ter adotado a solução mais cautelosa de entrar com Nico de volante, deslocando Aránguiz mais para frente - fórmula que não deu certo no Gre-Nal.
Wianey Carlet: Inter saiu vivíssimo do alçapão atleticano
Foi fundamental, ainda, a postura determinada da equipe, que jogou como time grande. Foi pressionado, o que é natural ao enfrentar uma adversário de peso, mas jamais abdicou de jogar bola e tentar se impor. Valdívia, iluminado, predestinado, entrou e já desempatou a partida. Que fase! Dourado e Aránguiz fizeram grande jogo, López manteve o oportunismo de Nilmar, a zaga espanou (quase) tudo o que viu pela frente (maldito último lance, embora tenha parecido falta do ataque atleticano).
Se alguém cogitar falha de Alisson no gol adversário - um chute seco e forte no contrapé - o arqueiro ajudou a garantir o bom resultado depois.
Cotação ZH: Valdívia e Lisandro estão entre os destaques do Inter
Agora é abarrotar o Beira-Rio e mostrar que a sorte atleticana acabou no Horto. Vamos, Inter!
*ZHESPORTES




