
O ex-preparador de goleiros do Grêmio, Rogério Godoy, demitido no início deste ano, entrou na Justiça com um protesto interruptivo da prescrição. Isto ainda não é uma ação judicial contra o clube, e sim um pedido ao juiz para interromper o período da prescrição enquanto ele não entra com a ação.
Teoricamente, o objetivo é que Rogério possa cobrar valores relativos há 5 anos, a partir da data do protesto interruptivo, e não da data que ele entrar com a ação. A advogada Mariju Maciel, que representa o ex-funcionário do Grêmio, esclarece o que está sendo feito na Justiça:
— Foi um protesto antipreclusivo, pois devido à covid-19 não se conseguiu ainda avaliar os direitos que ele tinha e que foram surrupiados. É importante ressaltar que o Rogério precisava de duas cirurgias, uma em cada joelho. Ele ficou anos esperando por isso, a lesão foi se agravando, o Grêmio dizia que ele nunca podia operar porque tinha de treinar os goleiros. Passou o tempo, ele foi despedido sem que fosse feita a cirurgia que precisava, decorrente da atividade laboral dele — explicou Mariju.
Rogério Godoy estava no Grêmio desde 2005, quando chegou às categorias de base. Em 2012, assumiu a preparação de goleiros do grupo principal. A demissão ocorreu em janeiro deste ano.
Procurado, o Grêmio diz que ainda não recebeu nenhuma notificação com relação ao assunto.


