
Com atividades paralisadas desde o dia 23 de março, o Grêmio já comunicou ao grupo de jogadores que o período de férias programado entre 1º e 20 de abril será prorrogado até o fim do mês, conforme definido na reunião da Comissão Nacional de Clubes.
Mas a grande questão é o que os clubes farão a partir de maio? Será possível retornar às atividades adotando protocolo baseado no que foi feito pelo Bayern de Munique, um dos primeiros clubes a retornar aos treinamentos? Os alemães organizaram atividades dividindo os atletas em pequenos grupos.
— Treinamentos isolados, em grupos, sem confrontos, mais a parte física. Trabalhos sem bola com a parte física como maior ênfase. Temos algumas ideias, mas nada definido — afirma o médico Paulo Rabaldo.
As dúvidas atordoam a cabeça dos dirigentes já que sem futebol as receitas caem de forma assustadora.
— Muito feio o cenário — prevê o presidente gremista Romildo Bolzan Junior sobre o futuro do futebol brasileiro pós-pandemia do coronavírus.
No momento, os atletas ainda cumprem período de férias, já com ajustes salariais. No caso do Grêmio, os jogadores aceitaram receber os valores equivalentes ao direito de imagem dos meses de abril, maio e junho em 2021.
Porém se a paralisação seguir além dos 30 dias e as competições não forem retomadas antes de julho ou agosto, datas cogitadas na Europa, será necessário os clubes voltarem à mesa de negociação com seus elencos.
— Vamos aguardar as recomendações sanitárias. Vamos ver se teremos protocolos. Neste momento, o ajuste remuneratório já foi feito por três meses. Após será outro cenário que ainda não temos como prever — comenta Bolzan.
A reapresentação gremista está marcada para 2 de maio. Até lá serão mais 16 dias. O período servirá para que "clubes e federações organizem respectivos protocolos médicos e sanitários visando preservação da saúde de todos profissionais", segundo nota publicada pelo Grêmio.
Caso não seja possível retomar os treinamentos no próximo mês, a tendência é de que os clubes adotem períodos de licença remunerada. Porém a pergunta é: até quando eles conseguirão pagar salários sem os recursos provenientes de direitos de transmissão, bilheterias, vendas de produtos oficiais e exposição de patrocinadores?


