Desde o século 16, quando os primeiros homens brancos pisaram em território gaúcho, até finais do século 19, o Estado recebeu dezenas de diferentes denominações até ter a oficialização do nome atual de Estado do Rio Grande do Sul, com o advento da República no Brasil. Ao longo de mais de 300 anos, constata-se a existência de diversas variações em torno dos nomes que identificavam esta área no extremo sul brasileiro.
Muitas dessas denominações foram oficiais, lavradas em documentos, pelo menos desde 1737, quando o brigadeiro José da Silva Paes chegou à barra do Rio Grande, acontecimento considerado por muitos historiadores como a “fundação” do Rio Grande do Sul.
Outras estão conectadas às ocorrências históricas ao longo dos anos, como a recorrente disputa de fronteiras entre as coroas portuguesa e espanhola, até o estabelecimento dos limites que se conhece atualmente. Mais tantas estão registradas em escritos pessoais, cartas e narrativas dos muitos viajantes europeus que por aqui andaram, em especial durante o século 19.
Entre vários exemplos, Auguste de Saint-Hilaire, talvez o mais conhecido de todos, que esteve por aqui nos anos 1820, deu ao seu livro, lançado pós-morte, em 1856, o título de Voyage à Rio Grande do Sul. No texto da obra, também refere-se à capitania do Rio Grande do Sul.
Já em 1839, Nicolas Dreys lança a primeira edição com o relato de estadia de quase 10 anos, a partir de 1817, e coloca o título Notícia Descriptiva da Província do Rio-Grande de São Pedro do Sul. E muitos mais seriam os exemplos, como nos escritos de Heinrich Belmann e Samuel Kerst, que se referem, respectivamente, à província Rio Grande e à província Rio Grande do Sul, na mesma época.
Fontes: Almanaque Gaúcho – O Livro, 2005, RBS Publicações; 1754 – 1890 Os Viajantes Olham Porto Alegre, Valter Antonio Noal Filho e Sérgio da Costa Franco, 2004, Editora Ana Terra
