
Em resposta à nota "Áudio de Nardes indica conhecimento de trama golpista", o ministro contestou a conclusão da coluna e disse que se trata de “ilação infundada”. De acordo com a assessoria de Nardes, o áudio vazado em novembro de 2022 (e não em dezembro, como constou na coluna), era “um diálogo privado entre amigos sobre o clima político e não tem relação com os eventos do início de 2023”.
A coluna não se referiu aos atos de 8 de Janeiro, mas à trama golpista que começou a ser julgada no Supremo Tribunal Federal e que levou o ex-presidente Jair Bolsonaro e outra sete pessoas ao banco dos réus.
“Augusto Nardes nunca insinuou ou apoiou movimentos antidemocráticos. Em nota à imprensa, à época, repudiou veementemente qualquer incitação a ações que atentassem contra a democracia”, diz a nota da assessoria do ministro.
De fato, à época Nardes deu essa mesma explicação, como mencionado na coluna. O ministro nunca explicou, porém, o que quis dizer com as seguintes frases: “Está acontecendo um movimento muito forte nas casernas. É questão de horas, dias, uma semana que vai acontecer um desenlace bastante forte na nação, imprevisíveis. Vamos perder alguma coisa, mas a situação para o futuro da nação pode se desencadear de forma positiva, apesar deste conflito que deveremos ter nos próximos dias".
Na nota desta quinta-feira, Nardes diz que “repudia qualquer distorção de suas palavras e reafirma seu compromisso com a democracia e um diálogo construtivo na sociedade”.
“É hora de focar no bem-estar do povo brasileiro e na manutenção de um ambiente democrático saudável”, completa.
Em dezembro, dois fatos graves ocorreram em Brasília e, sabe-se agora, têm conexão com a tentativa de impedir a posse do presidente eleito. Primeiro, foi a queima de carros, com tentativa de invasão do prédio da Polícia Federal, no dia da diplomação de Lula. O outro foi a colocação de uma bomba em um caminhão de querosene de aviação próximo ao aeroporto de Brasília, que poderia ter provocado uma tragédia se tivesse explodido.