
Uma nova comitiva de ministros do governo Lula retornará ao Estado neste sábado (4) para instalação de um escritório de crise. A estrutura ficará em Porto Alegre e servirá para a coordenação de ações integradas do governo federal com o Piratini e as prefeituras de cidades atingidas pela chuva e suas consequências. Já estão confirmadas as presenças dos ministros Waldez Goes (Integração e Desenvolvimento Regional) e Paulo Pimenta (Comunicação Social).
Trinta e duas pessoas morreram em decorrência da chuva que atinge todo o Estado desde segunda-feira (29) e que deve seguir até o final de semana. Cidades inteiras estão ilhadas e há pessoas isoladas em casa, aguardando resgate por helicópteros.
A decisão de estabelecer um ponto fixo no Estado foi tomada em reunião no Palácio do Planalto com membros do gabinete de crise montado pelo governo federal. Ficou acordada a instalação de um hospital de Campanha em Estrela, no Vale do Taquari, para reforço do atendimento a vítimas.
A decisão de montar um escritório de coordenação no Estado se baseou na experiência de Lajeado, no ano passado, após as enchentes de setembro.
- A estrutura vai facilitar o contato dos prefeitos, dos secretários de cada área atingida com o governo federal. Num primeiro momento, vamos trabalhar no resgate das pessoas ilhadas e no restabelecimento, que envolve desobstrução de estradas, sinal de energia e internet, além do apoio emergencial e humanitário aos desalojados – explicou Pimenta.
O ministro assegurou que ainda nesta sexta (3) será ampliado o número de aeronaves e de botes das Forças Armadas empregados na operação de resgate. Até agora, disse Pimenta, há garantia de nove aeronaves, e o objetivo é chegar a 16.
- Já mobilizamos um número importante de aeronaves que vieram de Santa Catarina, também um helicóptero que saiu de Rio Grande. Mas as questões meteorológicas precisam ser compreendidas, ontem estas aeronaves não conseguiam chegar por causa da chuva. Agora vamos trazer de outros Estados – complementou.
Pimenta disse que o número de aeronaves disponíveis para resgates é baixo no país, e que o Rio Grande do Sul alcançará aproximadamente 30% da frota brasileira nos próximos dias ao contar com 16 helicópteros.
O governo também articula a instalação de antenas de rádio para facilitar a comunicação em áreas críticas. De início, elas devem ser instaladas em Lajeado, Estrela e Santa Maria.



