
O branco em meio ao verde dos olivais que você vê na foto acima mostra a preparação para a 12ª Abertura da Colheita de Oliva do Rio Grande do Sul, que será realizada nesta sexta-feira (16), no Olivas de Gramado, na Serra. O processo consiste em, literalmente, fazer as azeitonas caírem da árvore (o que é feito com a ajuda de garfos manuais, elétricos ou, em algumas propriedades, com máquinas vibradoras).
O ato simbólico marca a largada nos trabalhos da atual safra, que deve ficar menor por conta dos efeitos do El Niño. O excesso de chuva teve impacto sobre boa parte dos olivais do Estado. A Serra é uma das exceções a essa perspectiva.
— O que se pode dizer neste momento é que teremos uma grande redução da carga de fruta — avalia Renato Fernandes, presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva).
Isso significa um volume de frutas inferior ao potencial da árvore. Com a temática da sustentabilidade, a abertura da colheita busca valorizar as ações desenvolvidas pelos produtores gaúchos. A ideia, explica Fernandes, é que essa divulgação ajude a multiplicar as informações sobre as práticas dentro e fora da porteira.
A escolha desse local também busca valorizar a produção da região, que tem outro terroir.
— Estamos unindo a sustentabilidade, o olivoturismo e um resgate da serra gaúcha, local dos primeiros movimentos da cultura — conta Fernandes.
Azeitólogo e dono do Olivas de Gramado, André Bertolucci fala da satisfação em receber o evento. A propriedade soma 29 hectares cultivados, em torno de 12,6 mil pés, e seis variedades. E apresenta hoje uma novidade, a Nostra Oliva:
— Criamos um mini lagar para poder proporcionar ao público a experiência de participação na colheita, na extração e no envase do próprio azeite — conta Bertolucci, que no domingo é um dos entrevistados do Campo e Lavoura da Rádio Gaúcha, às 6h.





