
O homem suspeito de assassinar a ex-companheira, Mariane da Silva Isbarrola, 30 anos, e a mãe dela, Terezinha de Fátima Pereira da Silva, de 56, se apresentou à Polícia Civil por volta das 11h30min desta quarta-feira (25). De acordo com a polícia, ele teria matado ambas a facadas por estar descontente com o término do relacionamento. O crime ocorreu por volta das 6h30min no bairro Humaitá, na zona norte de Porto Alegre.
O suposto assassino se dirigiu, acompanhado de advogado e familiares, à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam). A delegada Clarissa Demartini já tomou parte do depoimento dele, mas ainda não divulgou o nome do homem, que foi autuado em flagrante por duplo feminicídio com motivo fútil e crime que impossibilitou a defesa da vítima.
— Para nós, é um caso resolvido. Vasculhamos várias testemunhos de vizinhos, de pessoas que estavam no local e tentaram prestar socorro. Todos apontam para ele como autor — afirma a delegada.
De acordo com Clarissa, o homem, após cometer o crime, foi dirigindo até a casa da mãe, em São Leopoldo, onde decidiu se entregar.
O feminicídio ocorreu por volta das 7h, no quarto andar do Edifício Paraguai. Um dos vizinhos, que mora em frente ao apartamento das vítimas e pediu para não ser identificado, relatou que ouviu os gritos das mulheres e bateu na porta para ver o que ocorria. Quem abriu a porta foi o ex-companheiro de Mariane, que estava com uma faca na mão. Assustado, o vizinho fugiu pedindo por socorro.
Alguns minutos depois, o ex-companheiro bateu à porta de uma vizinha no terceiro andar pedindo para que ela cuidasse das duas filhas do casal, de quatro e sete anos. De acordo com a testemunha, que também não quis se identificar, ele aparentava estar perturbado.
Mariane trabalhava como terapeuta ocupacional na prefeitura de Montenegro e, segundo vizinhos, vinha em processo de separação com o ex-companheiro. Ela já teria relatado ter sido ameaçada pelo ex, mas não chegou a registrar ocorrência.



