Mais um dos vídeos em formato "selfie" de Nelson Marchezan gerou repercussão no Facebook. Em viagem à Europa em busca de investidores, o prefeito se gravou carregando o celular em uma parada de ônibus, à noite, em Paris.
— É uma das ideias para quando a gente fizer a licitação das paradas. A ideia é que as paradas também ofereçam vários serviços — disse.
O vídeo teve mais de 200 mil visualizações e 2,1 mil compartilhamentos. Nos comentários, muita gente alertou Marchezan sobre um problema que, em Porto Alegre, é muito mais preocupante do que na Europa: a violência. "Se não temos segurança para usar um celular na rua! Imagina carregar", escreveu uma seguidora. Um outro seguidor relatou que, no Canadá, é possível carregar o celular dentro dos ônibus: "Me parece mais apropriado para Porto Alegre, porque dentro do ônibus está mais protegido do frio, do calor, dos ladrões e dos vândalos".
Uma mulher aproveitou para reclamar da situação das paradas: "Quem dera ter uma parada decente pra se esperar um ônibus quanto mais uma tomada!!!"
A licitação para abrigos de parada de ônibus ainda não tem data para acontecer na Capital. Devem ocorrer após o processo para os relógios de rua, cujo edital deveria sair ainda neste ano, mas atrasou e ficou para o começo de 2018. Pode ser que a licitação das placas toponímicas (de nome de rua) também ocorra antes.
Secretário de Parcerias Estratégicas, Bruno Vanuzzi afirma que a intenção é lançar o edital das paradas até a metade de 2018. Como a pasta ainda não se focou nesse assunto _ a prioridade são os relógios —, ainda não há detalhes sobre as mudanças nas paradas. Vanuzzi não soube confirmar se todos os abrigos serão tocados: diz que isso deve ser decidido pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).
— Vamos trabalhar nisso em todo o primeiro semestre. Abrigos de ônibus têm alguns desafios. Nem todos os modelos servem para toda a cidade, tem de ter a especificação para pelo menos três modelos. Por exemplo, no corredor é um modelo, em uma rua com calçada estreita, é outro.
Ele relata que ainda é preciso calcular quanto tempo de concessão vai ser aplicado nesse caso, uma vez que abrigos exigem investimentos relativamente altos.
Vanuzzi afirma que, até a primeira semana de dezembro, o processo licitatório dos relógios de rua vai avançar, com o lançamento de uma consulta pública — uma ferramenta online interativa para os moradores checarem detalhes como a localização pretendida para os equipamentos, o tipo de câmera de monitoramento que vai ser utilizado e a distância entre um e outro relógio. Também será possível enviar sugestões por meio da plataforma, segundo o secretário.
GaúchaZH não conseguiu entrevista com o prefeito Marchezan.



