Foto: Isadora Neumann
Foto: Cynthia Vanzella

Nesta sexta-feira, faça chuva ou faça sol, a Fundação Pão dos Pobres terá 12 horas de confraternização com a comunidade, na 119ª Festa de Santo Antônio. Com uma programação que envolve missas, almoço, chá e atividades juninas, a instituição visa a angariar fundos para manter o atendimento a cerca de 1 mil crianças e jovens.
Cinco meses após o incêndio na capela, que ainda não começou a ser recuperada, a expectativa é de que o incidente não atrapalhe os festejos.
- Teremos cinco missas, todas ministradas no ginásio de esportes, em razão do acidente. A comemoração é no estilo das festas juninas, com todas as comilanças. Não fazemos uma contagem, mas já se falou em 8 mil participantes em outros anos. Como dura o dia inteiro, temos um público bem eclético - afirma o diretor-geral do Pão dos Pobres, irmão Albano Thiele.
Para dar uma ideia do movimento de participantes, irmão Albano lembra que, no ano passado, foram consumidos 37 mil pãezinhos bentos.
- Todos feitos na nossa padaria - completa.
A festa também terá atrações musicais, com participação de alguns alunos. Para o almoço, cujos convites devem ser comprados, será servido o tradicional carreteiro de charque, acompanhado de feijão campeiro e saladas. Para o clima junino, o pátio ficará tomado por barraquinhas de doces, pinhão, pipoca, quentão e, claro, pescaria e outras brincadeiras.
Não perca!
> 119ª Festa de Santo Antônio do Pão dos Pobres
Quando: sexta-feira, das 9h às 21h
Onde: Rua da República, 801
Missas: 8h, 10h, 14h, 16h e 18h
Preste atenção

Em razão do incêndio na capela, as missas serão ministradas no ginásio de esportes. A área externa, com as barraquinhas, será coberta, garantindo que evento seja realizado em caso de chuva.
Almoço e chá: ingressos à venda na administração (R$ 20 para o almoço e R$ 12 para o chá)
Informações: 3433-6902
Histórico de assistência aos necessitados

A Fundação Diocesana O Pão dos Pobres de Santo Antônio surgiu em 15 de agosto de 1895 para atender aos órfãos e às viúvas da Revolução Federalista - conflito ocorrido entre 1893 e o ano de fundação da instituição, então chamada de Pia União do Pão dos Pobres de Santo Antônio. A data foi escolhida por ser a do santo padroeiro do orfanato.
A instituição não teve uma sede até 1900, quando um incêndio atingiu a mansão da baronesa de Gravataí. A área foi adquirida pela Cúria, e lá se estabeleceu o Pão dos Pobres.
Os irmãos lassalistas administram a entidade desde 1916, atendendo a uma solicitação do então arcebispo de Porto Alegre, Dom João Becker. O prédio de quatro andares, que abriga até 300 crianças e hoje é patrimônio histórico-cultural, foi inaugurado em 13 de junho de 1930, dia de Santo Antônio. Paralelamente, foi erguido o prédio das oficinas, que tem mais de 4 mil metros quadrados. O local recebeu o nome de Liceu de Artes e Ofícios Luiz Palmeiro, por ter sido construído com a herança deixada pelo homenageado.
Ao longo de quase 120 anos, a instituição mudou de nome três vezes.
- Por muito tempo, foi chamado de orfanato, porque começou para acolher órfãos e viúvas da guerra. Mas, com o tempo, nem todas as crianças eram órfãos - relata o irmão Albano Thiele.
Atualmente, o Pão dos Pobres acolhe cerca de 100 pessoas, de zero a 17 anos, que moram e estudam na instituição. No total, são 300 crianças atendidas nos projetos da instituição, além de cerca de 600 jovens que participam de programas de aprendizagem profissional.
Entre os atendidos, estão crianças e jovens encaminhados pela Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), que foram recolhidos de suas famílias por serem vítimas de maus-tratos, bem como jovens da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase), que passam por programa de ressocialização, com acompanhamento psicológico e de assistente social, e fazem cursos profissionalizantes.
- Acho que o Pão dos Pobres nunca esteve tão cheio - diz irmão Albano, sorrindo de satisfação.
Os nomes do Pão dos Pobres

> Pia União do Pão dos Pobres de Santo Antônio
> Orfanatrófio Santo Santo Antônio
> Orfanato Pão dos Pobres de Santo Antônio
> Fundação Diocesana O Pão dos Pobres de Santo Antônio (de 1928 até hoje)

